Limite máximo de quatro pessoas por grupo nos restaurantes e cafés perto das escolas

Os restaurantes, cafés e pastelarias que se situam a 300 metros das escolas vão ficar limitados ao máximo de quatro pessoas por grupo a partir de 15 de Setembro, foi hoje decidido pelo Governo.

O Conselho de Ministro aprovou hoje um conjunto de medidas que vão ser aplicadas a partir de 15 de Setembro, dia em que Portugal Continental vai entrar em situação de contingência para fazer face à pandemia de Covid-19.

No âmbito das medidas do regresso às aulas em regime presencial, que vai ocorrer entre 14 e 17 de Setembro, o Governo decidiu que vai existir uma “readaptação do funcionamento das escolas à nova realidade sanitária” e que todos os estabelecimentos de ensino vão ter planos de contingência.

A distribuição de equipamentos de protecção individual e um referencial de actuação perante caso suspeito, caso positivo ou surtos são outras medidas para as escolas.

O primeiro-ministro afirmou hoje que o reforço das medidas preventivas contra a Covid-19, com o território continental em situação de contingência a partir de terça-feira, visa evitar um aumento exponencial de contágios com a gradual retoma da actividade.

«É absolutamente decisivo manter a pandemia controlada. Não podemos dar este jogo por ganho, porque não está ganho», advertiu António Costa no final do Conselho de Ministros em que anunciou as medidas contra a Covid-19 no âmbito da situação de contingência.

Na sua intervenção inicial, o primeiro-ministro defendeu que a batalha contra a Covid-19 «continua e depende fundamentalmente de cada cidadão». «O acompanhamento desta pandemia exige uma leitura dinâmica de forma a permitir aquilo que é essencial: Manter a pandemia controlada, possibilitando a recuperação económica e social do país», justificou.

António Costa rejeitou depois qualquer tipo de dualismo entre os objectivos de protecção da economia e a protecção da saúde. «A nossa vida é só uma. E é tanto feita do emprego que temos ou perdemos, como da saúde que temos ou que não temos. Por isso, é condição essencial para a protecção do rendimento das famílias e para a protecção do emprego que a pandemia esteja controlada», alegou o líder do executivo.

Numa mensagem que dirigiu a quem perdeu o emprego, ou a quem esteve em “lay-off” e perdeu rendimentos, António Costa salientou a ideia de que o controlo desta pandemia «depende em primeiro e em último lugar do comportamento individual de cada um».

«Sabemos que temos um Serviço Nacional de Saúde robusto e fortalecido, que temos excelentes profissionais de saúde, mas a melhor forma de os ajudar é evitar estarmos doentes, adoptando todas as medidas preventivas que podemos adoptar e que dependem exclusivamente de nós», reforçou o primeiro-ministro.

De acordo com António Costa, se as regras de prevenção contra a Covid-19 forem cumpridas, «embora a pandemia se mantenha – e até possa registar um crescimento, o que é provável com o regresso à actividade normal -, será possível que esse crescimento se conserve sob controlo». «Isso é absolutamente decisivo», frisou.

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