Lista retira candidatura às eleições dos Amigos do Museu da Guarda

A Associação Amigos do Museu da Guarda continua em vazio directivo. Os elementos da única lista concorrente às eleições, marcadas para o passado dia 11 em Assembleia-Geral, muito contestada por José Manuel Mota da Romana, sócio-fundador e antigo presidente, entregaram uma «declaração de retirada da sua candidatura ao acto eleitoral», clarifica o presidente da Assembleia Geral, António Ferreira, em comunicado de imprensa. «Mais pediram que fosse considerada sem efeito a candidatura de vários dos seus elementos a sócios da associação», revela.
Um dos motivos que levou Mota da Romana a pedir a anulação do acto eleitoral, em carta dirigida ao presidente da Assembleia Geral, justificando que «alguns nomes propostos para os orgãos sociais e publicitados no átrio do Museu não obedecem aos requisitos do Regulamento Interno».
Já o tinha dito numa longa entrevista a este semanário, onde afirmou a intenção de impugnar o acto eleitoral, uma semana antes desta Assembleia-geral, que teve como «ponto único da ordem de trabalhos as eleições para os corpos sociais e uma única lista concorrente», como refere o comunicado, enviado na manhã desta Terça-feira.
Nele António Ferreira confirma que Mota da Romana, «que comunicou com antecedência não poder participar na assembleia, tinha, por diversos meios, manifestado previamente a esta a sua discordância perante o processo eleitoral e as candidaturas daqueles novos sócios», e revela ter sugerido «como melhor caminho para a associação a nomeação de uma comissão administrativa, encarregada de gerir os assuntos correntes e de preparar um futuro acto eleitoral».
«Assim, perante o facto de não haver agora nenhuma lista concorrente e mostrar-se indispensável encontrar uma solução para a situação criada, deliberaram os sócios presentes na assembleia encarregar o Dr. João [José Manuel e não João, como referiu duas vezes no comunicado] Trigo Mota da Romana de constituir a comissão administrativa de gestão que propôs», conclui o comunicado.
Mota da Romana, que afirmou, na manhã desta Terça-feira, não ter sido informado dessa decisão, ou de qualquer outra tomada na Assembleia-Geral, responde ser «uma questão a ponderar». O sócio-fundador e presidente da direcção no triénio 2003-2007, assume a sua disponibilidade para encontrar uma solução que permita a continuidade da associação Amigos do Museu da Guarda, mas considera que «indicar uma só pessoa para um trabalho desses numa Assembleia talvez não seja assim muito razoável». «Pode ser uma forma de aligeirarem responsabilidades», supõe, ressalvando que «aqueles que entraram agora de novo não têm essas responsabilidades, porque entram de novo». «Mas há muitos antecedentes. Logo se vê», sublinha a propósito.
Diz no entanto que «não me escuso a um trabalho e uma colaboração para se constituir a tal lista de amigos com princípio, meio e fim, com tudo correcto. Não é propriamente só o acto eleitoral, a escolha de uma lista, mas será toda a correcção de irregularidades que existiram até este momento». «Eu não me escuso a isso. Agora, a presidir, tenho que ter uma conversa com o presidente da Assembleia para falar desse assunto, que eu não sei de nada. Fico a aguardar a comunicação», adianta, ressalvando que «mesmo assim resta saber se eu devo aceitar esse jugo sozinho».
«Mas é interessante chegarem a essa conclusão. É interessante terem chegado à conclusão que é melhor começar desde o princípio e levar tudo certinho segundo os estatutos e o regulamento, acho que sim», considera Mota da Romana.
A deliberação dos sócios surge após a declaração de retirada da candidatura ao acto eleitoral da única lista concorrente, que propunha Diogo Crespo Loureiro para presidente da Direcção, Luís Celínio para presidente da Mesa da Assembleia, Pedro Nobre para presidente do Conselho Fiscal e Tiago Gonçalves para presidente do Conselho Jurisdicional.
Para a direcção estavam indicados os nomes de Antonieta Maria Pinto (vice-presidente), Carla Ravasco, Hugo Moreira, Ricardo Antunes, Margarida Rodrigues Silva, Cristina Barros e Maria Alexandra Loureiro. Para a Assembleia os de Miguel Frias (vice-presidente), Fernando Madeira e Luís Fernandes da Cruz. Para o Conselho Fiscal os de Erico Gomes, Raul Cardosa Silva e Carla Patrícia Loureiro, e para o Conselho Jurisdicional os de Carla Freire, Luís Filipe Gonçalves e Bruno Micaelo.
GM

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