Mãe e namorada do irmão da criança que caiu do terceiro andar suspeitas do crime de exposição ou abandono

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A mãe e a namorada do irmão da criança que morreu ao cair de um terceiro andar, na Guarda, são suspeitas do crime de exposição ou abandono, agravado pelo resultado morte. Suspeitas da prática reiterada dos crimes de violência doméstica recaem também sobre a mãe do pequeno João Maria, de sete anos de idade. «Os crimes ocorreram ao longo de vários meses a esta parte, tendo culminado na queda mortal do referido menor desde a varanda do 3º andar de um prédio, em regime de propriedade horizontal, destinada a habitação», refere, em comunicado a Polícia Judiciária da Guarda.
Ambas foram detidas pela PJ no Sábado, tendo na Segunda-feira se apresen-tado às competentes au-toridades judiciárias, para primeiro interrogatório, tendo o juiz decretado que ficariam em liberdade, sujeitas a apresentações diárias às autoridades policiais da área de resi-dência.
Terá sido pouco depois das 15 horas que foi dado o alerta da queda da criança do terceiro andar do prédio, situado na Avenida de São Miguel, na cidade da Guarda. Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários da Guarda, Paulo Sequeira, a criança morreu em conse-quência de «uma suposta queda de um terceiro andar para a via pública».
O responsável explicou à Lusa que quando os meios de socorro chegaram ao local a criança apresentava «diversas lesões e alguns hematomas» e encontrava-se «numa situação de paragem cardio-respiratória que já não foi possível, infelizmente, reverter». «Foram feitas manobras [de reanimação] no local, mas, infelizmente, veio a confirmar-se o óbito», disse. Paulo Sequeira indicou que as circunstâncias da queda estão a ser investigadas pelas autoridades policiais que compareceram no local.
Segundo relata o JN o pequeno João Maria estaria sozinho dentro do apar-tamento onde residem o irmão mais velho, de 22 anos, e a namorada, de 28 anos. A mãe, de 49 anos, deixara lá a criança para ir trabalhar. O irmão de João Maria saiu depois de casa de manhã para ir trabalhar. A criança terá ficado à guarda da namorada, uma jovem esteticista, que posteriormente terá saído de casa para atender uma cliente no salão que fica a cerca de 150 metros onde ocorreu o acidente. Foi quando a criança se encontrava sozinha que aconteceu o acidente.
A mãe e a esteticista viriam mais tarde a ser detidas pela Polícia Judiciária (PJ) da Guarda, tendo passado a noite no Estabelecimento Prisional local. A mãe da criança é suspeita da prática reiterada dos crimes de violência doméstica e de exposição ou abandono, agravado pelo resultado morte. A outra mulher, namorada do filho, é suspeita do crime de exposição ou abandono.
Em apenas duas sema-nas, três crianças morreram no concelho da Guarda. Primeiro ocorreu na aldeia de Sortelhão, onde um rapaz de 11 anos morreu estran-gulado, recaindo as suspeitas sobre a mãe.
No apeadeiro de Sobral da Serra, um bebé de apenas dois anos e meio viria ser atropelado pelo comboio Intercidades que saiu da Guarda e tinha como destino Lisboa. A mãe chegou a ser detida por alegada exposição ou abandono, agravado pelo resultado da morte, mas foi depois libertada pelo Ministério Público. Fonte policial disse à agência Lusa que a mulher de 23 anos «foi interrogada pelo Ministério Público [da Guarda] e saiu em liberdade com Termo de Identidade e Residência».

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