Mais inscritos na maioria das bibliotecas públicas do distrito

As bibliotecas públicas portuguesas tiveram mais utilizadores inscritos em 2015, mas registaram menos visitas ao longo do ano. A conclusão é do relatório anual da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), que teve por base inquéritos feitos a 201 das 209 bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas e reúne dados estatísticos sobre a actividade e funcionamento em 2015.
A Municipal de Celorico da Beira foi uma das bibliotecas que não foi inquirida, a única do distrito da Guarda, uma vez que foi inaugurada em Fevereiro último.
As restantes oito bibliotecas públicas distritais que fazem parte da Rede Nacional, às quais este semanário solicitou dados concretos sobre estes dois items em particular, já que no relatório da DGLAB os valores apresentados são globais, seguem a tendência nacional, há no entanto algumas excepções.
É o caso da Biblioteca Municipal de Mêda, que em 2015 registou «29 novos» utilizadores inscritos, num total de «3500 utilizadores que acederam a serviços da biblioteca requisitando livros, consultando periódicos e a Internet», e no ano anterior «60 novos leitores», num total de «3747 utilizadores».
O número de visitas não está contabilizado porque, como justificam, «o nosso sistema antifurto não está activado e como tal não temos a contagem das pessoas que entram na biblioteca».
Também na Biblioteca Municipal Centro Cultural de Trancoso se registou um decréscimo. Em 2014 estavam inscritos «90» leitores, com entrada de «14 novos leitores», e em 2015 «57», com «9» entradas.
Em 2014 «2354» pessoas utilizaram a Internet e no ano seguinte «1665». Em 2014 houve «233» requisições de livros e em 2015 «115». Quanto às entradas, em 2014 registaram-se «4490» e em 2015 «2204».
Seguindo a tendência nacional, na Biblioteca Municipal de Aguiar da Beira houve mais inscritos – «1317» em 2014 e «1356» em 2015, mas menos visitantes – «11.281» em 2014 e «10.984» em 2015.
Igual situação se registou na Biblioteca Municipal Maria Natércia Ruivo, em Almeida: «1306» inscritos em 2014 e «1495» em 2015, e «4843» visitas em 2014 e «4484» no ano passado.
Já a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), na Guarda, teve mais utilizadores inscritos e mais visitas. Em 2015 houve «381» novas inscrições, «das quais 90 são da Biblioteca Itinerante», e no ano anterior «370», «85» das quais da Biblioteca Itinerante. «Neste momento [21/10/2016] a BMEL regista um total de 5278 utilizadores inscritos (826 da Biblioteca Itinerante)», acrescenta a BMEL.
Em relação às visitas, em 2014 registaram-se «35.206» e no ano seguinte «36.034».
A Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, em Gouveia, registou um aumento no número de inscritos – «40» em 2014 e «49» em 2015, e de requisições documentais – de «1650» para «1720», e manteve o número de visitas integradas no seu plano de actividades, nomeadamente destinados a crianças e idosos. «Algumas actividades foram nas escolas e nos lares, estando contabilizadas ambas as visitas, e englobaram cerca de 800 crianças e entre 100 e 150 idosos», refere a biblioteca.
No caso da Biblioteca Municipal Maria Teresa Maia Gonzalez, em Fornos de Algodres, os dados não são facilmente comparáveis dado que foi inaugurada a 29 de Maio de 2014. Nesse ano, registaram-se «147» inscritos e «29» visitas. Em 2015 houve «40 novos» inscritos, totalizando 187, e «15.600» visitas.
A Biblioteca Municipal de Seia apenas enviou os dados referentes a 2015, o que não permitir saber se houve aumento ou decréscimo no número de inscritos e de visitas.
De acordo com a informação enviada, no ano passado estavam registados «2122» inscritos e «120» visitas.
No todo nacional, o relatório anual da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas revela que «1,3 milhões de portugueses estavam inscritos em 2015 em bibliotecas públicas, um valor ligeiramente superior (cerca de 40.000) a 2014, mas o número de visitas diminuiu». «As bibliotecas somaram 6,1 milhões de visitas em 2015, quando no ano anterior tinham sido 6,3 milhões», especifica, sublinhando que «significa que no ano passado cada biblioteca pública teve, em média, 38.231 visitas dos leitores portugueses».

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