Matosinhos é a melhor entre as ULS num ranking onde a Guarda nem sequer estava nomeada

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos foi considerada a melhor entre as unidades de saúde daquele género no ranking mais recente aos hospitais portugueses. As ULS foram avaliadas num grupo à parte num ranking elaborado pela IASIST, uma multinacional de origem espanhola, que pretende «premiar os hospitais públicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que apresentaram os melhores resultados clínicos ao longo do ano». O estudo divulgou apenas o Top 5 da Excelência dos Hospitais. O trabalho dividiu os hospitais por grupos de acordo com a dimensão. Em cada grupo são conhecidos três finalistas e o galardão é entregue apenas ao que fica em primeiro lugar. Não são divulgados os hospitais com classificações menos positivas. A ULS da Guarda nem sequer estava entre as três nomeadas. Para além da vencedora estavam também nomeadas as ULS do Alto Minho e do Nordeste.
Pela terceira vez consecutiva, a distinção de melhor hospital foi entregue ao Centro Hospitalar do Porto. Foram avaliados 41 hospitais de 50 em todo o país, excluindo -se unidades como os institutos portugueses de oncologia e as unidades psiquiátricas. O “grupo E” distingue os maiores hospitais e contou com três nomeados: além do vencedor, chegaram ao pódio o Centro Hospitalar de São João, no Porto, e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. O vencedor foi o Centro Hospitalar do Porto, um repetente, já que também em 2014 tinha conquistado o primeiro lugar.
Quanto aos restantes prémios, no “grupo B”, o que reúne os hospitais mais pequenos, o vencedor foi o Centro Hospitalar Póvoa Varzim/Vila do Conde, mas estavam também nomeados os hospitais Santa Maria Maior (Barcelos) e Vila Franca de Xira.
No “grupo C” o galardão foi para o Hospital de Cascais, escolhido com mais nomeados: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa e Hospital Beatriz Ângelo. Já no “grupo D” o Hospital de Braga foi o grande vencedor, mas também estavam nomeados o Centro Hospitalar Tondela-Viseu e o Hospital do Espírito Santo – que tinha vencido o “Top 5” do ano passado.
Para os resultados são ponderados vários indicadores relacionados com a “qualidade”, como é o caso da mortalidade, das complicações e das readmissões de doentes – tendo sempre em consideração a gravidade dos doentes atendidos. São também estudados critérios de “adequação”, onde entra por exemplo o peso das cirurgias feitas em ambulatório em relação ao peso de todas as operações que poderiam ter sido feitas sem recurso a internamento. No campo da “eficiência” é tido em consideração o tempo médio de internamento dos doentes, o número de doentes por médico e por enfermeiro e os custos por cada doente tratado.
Foram levados em conta indicadores “considerados essenciais para a avaliação dos resultados clínicos”, como a qualidade assistencial, a mortalidade, complicações e readmissões ajustadas ao risco e o índice de cesarianas. Na eficiência, os indicadores selecionados foram os índices de demora média ajustado e de cirurgia ambulatória ajustado, o número de doentes-padrão por médico, de doentes-padrão por enfermeiro e os custos operacionais por doente-padrão.

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