Mêda passa a integrar Associação do Douro Superior para dar mais escala ao território

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O município de Mêda é o mais recente membro da Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS), que assim agrega agora oito concelhos dos distritos da Bragança e da Guarda, foi hoje divulgado.

A AMDS tem sede no concelho de Torre de Moncorvo e, para além deste município, esta estrutura intermunicipal integra os concelhos de Carrazeda de Ansiães, Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de à Espada, no distrito de Bragança, bem como Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo e Mêda, da Guarda.

Segundo o presidente da AMDS, Nuno Gonçalves, o rio Douro é altamente identitário do concelho de Mêda, «sendo que a integração deste concelho nesta associação permite ganhar escala aos mais diversos níveis, nomeadamente em termos de incremento da notoriedade e visibilidade da região do Douro Superior». «A AMDS é um projecto que une agora oito municípios e pretende realçar o valor territorial do Douro Superior. Temos a diversidade e variedade de opinião neste território que nós pretendemos para o Douro. O rio Douro será o motor para a salvaguarda do património e dos valores naturais desta região», explicou o também presidente da Câmara de Torre de Moncorvo.

O autarca disse ainda que foi entendimento da Assembleia Intermunicipal da AMDS que a integração do concelho de Mêda nesta estrutura é de «extrema importância» não só para a associação, mas igualmente para este município do distrito da Guarda, «na medida em que se entende que há uma nova abrangência e mais diversificada». «Na programação e na gestão de fundo estruturais comunitários, seja no Portugal 2020, ou no futuro 2030, há um forte incentivo à integração de esforço e decisões entre municípios, em particular no contexto das entidades intermunicipais», exemplificou o autarca.

Para o responsável, é preciso haver uma interligação entre os oito concelhos que integram o território da AMDS, e apontou como exemplo a rota do BTT, com cerca de 300 quilómetros, que atravessa o Douro Superior e que terá estações e pontos de apoio em todos os municípios que integram a associação.

O presidente do AMDS destacou também a sobrelotação de centros de recuperação animal, sendo para o autarca «importante olhar para este tipo de equipamento intermunicipal para que se possa dar uma resposta cabal a um decreto-lei que foi aprovado e que não permite eutanasiar animais».

Nuno Gonçalves defende ainda que, independentemente de os oito municípios da AMDS pertencerem a várias CIM e de terem os seus próprios projectos, «todos estes concelhos estão num projecto comum que é o Douro Superior, com a salvaguarda das tradições, o conhecimento da história ou a promoção dos produtos endógenos, numa escala intermunicipal».

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