Médicos reformados dão contributo «essencial» na ULS da Guarda

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Os médicos reformados que regressaram à actividade ao abrigo do regime criado em 2012 pelo Ministério da Saúde têm sido «essenciais» em determinadas áreas da Unidade Local de Saúde da Guarda. O director clínico, Gil Barreiros, sublinha que dada a falta de médicos «todos os contributos» são bem vindos e os médicos reformados são «ajudas essenciais». O responsável aponta o papel importante dos colegas na resolução de «falhas» que existiam dando o exemplo da «mais valia» para serviços como a Ortopedia, que conta com dois especialistas e o Centro de Saúde de Pinhel, com três clínicos.
Os médicos regressam à actividade do Serviço Nacional de Saúde com um horário de 20 horas, uma situação que lhes permite conciliar as funções públicas com as privadas. Gil Barreiros aponta que ao contrário do que se possa pensar as reformas são baixas e por isso o regresso à actividade representa «um complemento». O director clínico evidencia que se tratam de pessoas muito válidas, com grande experiência e boa forma física. Alguns destes médicos optaram por solicitar a passagem à reforma antecipadamente, tendo em conta que feitas as contas acabariam por ser penalizados se chegassem ao limite da reforma.
Actualmente, a ULS da Guarda conta com cerca de uma dezena de médicos reformados integrados nas escalas de serviço. A tutela não tem colocado entraves ao regresso dos médicos, ainda que às vezes responda com «alguma demora» aos pedidos apresentados. Gil Barreiro refere que a ULS da Guarda continua disponível para receber colegas que tenham decidido reformar-se, considerando serem uma «mais valia» para a instituição.
O regresso ao activo de médicos reformados está previsto num regime de excepção criado pelo Ministério da Saúde para fazer face à falta de recursos médicos nos hospitais e centros de saúde. Desde Abril que os médicos que regressam ao trabalho recebem 75 por cento do salário e a reforma. O incentivo existe desde Abril e é superior ao que era pago pelos governos anteriores, que limitavam o ordenado a um terço. O ministro da Saúde quer atrair 500 médicos reformados até 2018 (200 este ano, 200 em 2017 e 100 em 2018). De acordo com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) actualmente, há 220 médicos aposentados em funções no SNS. Em 2015 entraram 80 médicos.
Investigadora diz que idade limite está errada
Uma investigadora do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto defende que o Serviço Nacional de Saúde «não está preparado para acarinhar a permanência das pessoas mais velhas». Citada pelo semanário Expresso, Marinela Ferreira entende que até as afasta. Autora de uma tese sobre o que leva os médicos a abandonar o serviço público, a socióloga defende que a saída não devia ter data marcada. Dos questionários que fez a médicos entre os 55 anos e os 65 anos, de Novembro de 2011 a Janeiro seguinte, apurou que mais clínicos estariam dispostos a prolongar o exercício ao serviço do Estado se lhes fosse permitido um horário parcial, a partilha de tarefas ou uma remuneração ajustada.
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