Mileu Guarda Sport Clube com futuro incerto

Depois de terminar o Campeonato Distrital da 2ª Divisão no 3º lugar, o Mileu Guarda Sport Clube enfrenta agora um período de indefinição quanto ao futuro. O mandato da actual direcção, liderada por Armindo Maia, está a chegar ao final e é possível que alguns directores não continuem. A última actividade do clube é a caminhada agendada para o dia 1 de Maio e, a partir daí é possível que surjam mais pormenores sobre o futuro do Mileu. A possibilidade da equipa passar a jogar no Zâmbito não está colocada de parte.

O Mileu Guarda SC terminou o Campeonato Distrital da 2ª Divisão no 3º lugar, falhou a subida de divisão e o futuro do clube ainda é uma incerteza.
A colectividade vai ter um período de eleições, cuja data ainda não está definida, mas que não será antes do dia 1 de Maio, altura em que o clube organiza a já tradicional caminhada.
O TB sabe que já existe um grupo de pessoas que está a mobilizar-se no sentido do Mileu continuar a ter uma equipa de futebol sénior, mas a continuidade da actual direcção, liderada por Armindo Maia, também é uma forte possibilidade, uma vez que o dirigente já preside a colectividade há vários anos.
No final do último jogo do Campeonato, frente à Desportiva de S. Romão, o treinador do clube, Paulo Barra referiu que «ainda não se sabe qual vai ser o futuro do Mileu. É algo que pertence à direcção decidir». Apesar de ter falhado o objectivo da subida de divisão, o técnico não esconde que está disponível para continuar, se a próxima direcção assim o entender. Paulo Barra deixou mesmo escapar que «a vitória frente à Desportiva de S. Romão deixou um amargo de boca porque ficou visível que a equipa tenha qualidade para ficar nos dois primeiros lugares do campeonato e alcançar a tão desejada subida de escalão», algo que já não acontece há vários anos.
O treinador acrescentou que «houve vários factores que impediram a equipa de subir, nomeadamente a falta de alguns jogadores que, por motivos profissionais e pessoais não puderam dar o contributo à equipa em jogos importantes», dando como exemplo o encontro com o Estrela de Almeida, que o Mileu acabou por perder no Campo António dos Santos.
O caso da hipoteca do campo, que foi comprado em hasta pública por um empresário luso-francês, também terá tido algum peso e desmoralizado os dirigentes. Paulo Barra disse que «este Mileu não foi o Mileu de anos anteriores, porque a situação da hipoteca do campo acabou por mexer com a direcção, que perdeu algum fulgor e ficou desmoralizada em relação ao que podia ser o futuro do clube. Em anos anteriores, apesar da direcção ter sido incansável e de nunca ter faltado nada, o Mileu tinha subido de divisão. Não é fácil ser-se director do Mileu nestas circunstâncias».
O técnico adiantou ainda que já recebeu alguns convites para a próxima temporada mas que dá prioridade ao Mileu. «Como treinador tenho vários contactos mas a verdade é que estarei sempre à espera do Mileu, onde gosto de estar e onde sou bem tratado e respeitado e isso é mais importante do que alguns euros que se possam ganhar», referiu.
A compra do campo António dos Santos por parte do empresário Paulino dos Santos Subtil pode impedir o Mileu de continuar a jogar no complexo desportivo. A próxima direcção terá de chegar a acordo com o empresário, que em breve virá à Guarda, ou pode optar por jogar no campo do Zâmbito, que pertence ao Município da Guarda.

Empresário já esteve na Guarda
Como o TB noticiou na altura, o empresário do ramo dos transportes, Paulino dos Santos Subtil já reuniu, uma vez, com a direcção do Mileu, onde terá dado conta das intenções que tem para o Campo António dos Santos, que adquiriu em hasta pública, por 41 mil euros. O empresário de Pombal, mas que está radicado em França, fez-se acompanhar pela advogada, Cristina Lopes e esteve pouco mais de uma hora reunido com os responsáveis do clube da Guarda.
Paulino dos Santos Subtil já terá pago a quantia mencionada às Finanças e já se informou sobre o historial da colectividade, tendo até referido aos directores que se o clube subir de divisão poderá ser um dos patrocinadores. O empresário também terá informado os dirigentes que podem utilizar o campo, de forma gratuita, até ao final da temporada em curso, mas que depois terão de pagar uma renda mensal, com valor negociável entre as partes.
O Campo de Futebol António dos Santos, que pertencia ao Mileu, esteve à venda no portal das finanças, devido a uma dívida antiga ao Fisco, que rondava os 115 mil euros, mas que agora foi amortizada em 41 mil euros.

 

Faustino Caldeira
fcaldeira@gmpress.pt

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