Ministério da Saúde abre 4 vagas para médicos de família na ULS da GuardaMinistério da Saúde abre 4 vagas para médicos de família na ULS da Guarda

O Ministério da Saúde abriu a semana passada um concurso para a contratação de 290 médicos na área da Medicina Geral e Familiar. As vagas foram atribuídas a estabelecimentos de saúde considerados carenciados. A Unidade Local de Saúde da Guarda foi contemplada com 4 vagas para uma Unidade de Saúde de Cuidados Personalizados.
O acordo entre o Ministério da Saúde e o Ministério das Finanças prevê a contratação de
290 médicos, mas o Ministério da Saúde entende «ser adequado disponibilizar, para efeitos de escolha, um número de unidades funcionais superior ao de postos de trabalho a preencher» e por isso definiu 317 locais de colocação. Ou seja, há mais vagas do que candidatos. No final, haverá vagas por ocupar.
Recorde-se que os sindicatos pressionaram nas últimas semanas a tutela para contratar mais médicos de família. A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) enviaram um ofício conjunto a dezenas de câmaras municipais da região centro pedindo apoio para tentar sensibilizar o Ministério da Saúde para contratar mais médicos de família. As estruturas sindicais alertavam que havia cerca de 300 profissionais que em Abril terminaram a formação e poderiam amenizar a falta de médicos de família. No oficío enviado às autarquias, a FNAM e o SIM argumentam que «considerando que cada Médico de Família tem uma lista até 1900 utentes, a contratação destes novos 300 Médicos de Família, permitiria a assistência a 570.000 utentes que actualmente o não têm». O ofício da FNAM e do SIM foi enviado aos presidentes das câmaras municipais dos distritos de Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Viseu, Aveiro e Guarda. Nas unidades de saúde da região centro foram abertas 20 vagas.
O processo de contratação destes médicos obedecerá ao regime excepcional e transitório que se destina «a permitir o recrutamento de pessoal médico das entidades públicas empresariais integradas no Serviço Nacional de Saúde, através de um procedimento simplificado de seleção».
O procedimento para a contratação de médicos de família foi publicado a semana passada. O Ministério da Saúde justifica que «é indispensável dotar os serviços e estabelecimentos de saúde dos recursos humanos», nomeadamente médicos, que «são indispensáveis para assegurar a efetiva prestação de cuidados». O recrutamento é precedido da identificação, mediante despacho do membro do Governo responsável pela área da saúde, dos serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde com comprovada carência de pessoal médico, por área profissional de especialização.
Recorde-se que os últimos dados disponíveis dão conta que na ULS da Guarda há há 9.423 utentes sem médico de família atribuído, o que corresponde a mais de seis por cento do total de inscritos. Só para 1.474 utentes é que não ter médico de família era uma opção.

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