Ministra Ana Abrunhosa admite que é preciso «ir mais longe» nos descontos das portagens

A ministra da Coesão Territorial defendeu esta semana, no parlamento, que é preciso «ir mais longe» na redução do preço de portagens, assegurando que o trabalho do Governo foi para que a medida fosse «mais ambiciosa». «Tudo fizemos para que esta medida fosse mais ambiciosa, […] não estou satisfeita com a medida, não podia estar satisfeita com a medida, até porque só estarei satisfeita com a medida quando a população do Interior estiver satisfeita», avançou a ministra Ana Abrunhosa, numa audição na Assembleia da República, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

Classificando como «ridícula» a redução do preço das portagens, o deputado do PSD Carlos Peixoto, ex-líder da Distrital do PSD da Guarda, disse que o plano do Governo «é pobre em ambição e rico em migalhas», acrescentando que «o Interior é sempre o parente pobre».

Em resposta aos deputados, a ministra reiterou que o desconto «pode ser melhor, claro que sim, mas não é ridículo», dando como exemplos uma família que faça o trajecto Guarda a Castelo Branco no seu veículo de classe 1 vai poupar ao fim do ano 600 euros e uma família que faça a viagem de Castro Marim a Bensafrim todos os dias úteis vai poupar ao fim do ano 1.400 euros e de Faro a Lagos poupa 800 euros. «Penso que isto num orçamento familiar não é negligenciável», frisou a governante.

Em 22 de Outubro, o Governo anunciou que os passageiros particulares frequentes e os veículos de transporte de passageiros vão ter descontos na passagem pelas portagens das antigas SCUT a partir de 01 de janeiro, em que os detentores de veículos de classe 1 e classe 2 que sejam passageiros frequentes das antigas vias sem custos para o utilizador (SCUT) apenas pagarão portagens nos sete primeiros dias de utilização num mês, que podem ser seguidos ou interpolados, tendo descontos de 25% nas passagens seguintes.

As vias incluídas nesta medida são a A22 (a Via do Infante, no Algarve), a A23 – Autoestrada da Beira Interior (quer a concessão da IP, quer a concessão da Beira Interior), a A24 – Autoestrada do Interior Norte, a A25 – Autoestrada das Beiras Litoral e Alta, a A28 – Autoestrada do Norte Litoral, a A4 (na subconcessão Transmontana e na concessão no troço do Túnel do Marão), a A13 e a A13-1 (conhecidas como subconcessões do Pinhal Interior).

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