Ministra Ana Mendes Godinho reuniu na Guarda com comissão de trabalhadores da Dura

Uma reunião com três elementos da comissão de trabalhadores da Dura, empresa situada em Vila Cortez do Mondego que vai despedir 66 dos 157 operários, foi o primeiro acto público da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que esteve acompanhada pela secretária de Estado da Acção Social, Rita da Cunha Mendes, e do deputado eleito pelo círculo da Guarda, Santinho Pacheco. O encontro decorreu esta manhã no ex-edifício do Governo Civil, actualmente ocupado pela PSP, que futuramente poderá albergar a Secretaria de Estado da Acção Social.
No final da reunião, Ana Mendes Godinho disse aos jornalistas que o que se pretende com estes encontros e com os que o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante, tem tido com a empresa, é «tentar minimizar ao máximo o impacto que possa resultar da redução de produção». «O cenário que tínhamos na Dura há cerca de três meses era de encerramento total e neste conseguimos, graças a um trabalho muito colaborativo entre empresa, comissão de trabalhadores e governo, temos em cima da mesa um cenário a manutenção da fábrica aberta e tentando minimizar ao máximo o impacto que possa ter alguma redução de produção, sendo que a empresa está a tentar garantir conseguir ter outros projectos na fábrica para garantir a sua manutenção», afirmou a ministra.
Para Paulo Ferreira, porta-voz da comissão de trabalhadores da Dura, «a reunião foi proveitosa», tendo aproveitado a oportunidade para agradecer à ministra por, no seu primeiro acto público, ter reunido com eles, dando-lhe, assim, um «grande entusiasmo» para continuarem «a luta em defesa dos trabalhadores». «O nosso primeiro objectivo é conseguir minimizar o número de pessoas que terão que ser dispensadas e depois tentarmos melhorar a situação das pessoas que saem, nomeadamente na indemnização e no apoio por parte da Segurança Social e do IEFP [Instituto do Emprego e Formação Profissional]», disse Paulo Ferreira.
O porta-voz da comissão adiantou que, até agora, «ainda não houve despedimento nenhum», desconhecendo quando isso acontecerá. «O cenário é desolador. Temos cerca de 60 a 70 pessoas que não têm trabalho e que a empresa está a tentar ocupá-los com formações e de diversas formas», lamentou. Paulo Ferreira disse ainda que desconhece os critérios adoptados para a escolha dos trabalhadores que vão ser despedidos. Quanto ao futuro da comissão, na Segunda-feira haverá um plenário para decidir a continuidade ou não dos actuais dirigentes.

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