Ministra da Coesão Territorial diz que o Governo não tem condições para suspender ou anular as portagens na A23 e A25

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, já disse que o Governo não tenciona suspender o pagamento das portagens até ao final do ano como exigiu na semana passada a Plataforma Pela Reposição das Scut na A23 e A25, para dar resposta às dificuldades acrescidas que a crise pandémica representa para os territórios do Interior. «O que neste momento está em cima da mesa, desde a última conversa que tive com a Plataforma, é uma redução das portagens e não a sua abolição», respondeu a ministra, na passada Sexta-feira, quando questionada pelos jornalista, no Solar do Vinho da Veira Interior, na Guarda, à margem da sessão inaugural do “1.º Concurso Beira Interior Gourmet”.

«É precisamente o período de pandemia em que vivemos, que as nossas finanças públicas estão sob grande pressão que nós temos muita dificuldade em suspender ou eliminar portagens», salientou Ana Abrunhosa. A ministra informou que, «neste momento» a resolução tendo em vista a redução de portagens «está em circulação legislativa, o que significa que já há uma proposta, uma metodologia e esperamos que tenhamos em breve uma resolução do o conselho de ministros e uma portaria que implemente uma redução das portagens».

Na semana passada, a Plataforma Pela Reposição das Scut na A23 e A25 voltou a exigir a suspensão do pagamento de portagens até ao final do ano e prometeu endurecer a luta, admitindo o corte de vias caso não haja medidas concretas. Ressalvando que o modelo de descontos de quantidade anunciado não tem eficácia para a maioria da população, a Plataforma lembrou que defende um modelo alternativo de descontos progressivos até à abolição dos pagamentos durante a legislatura.

A reivindicação inclui agora a exigência de uma suspensão imediata do pagamento de portagens a vigorar, pelo menos, até final do ano, para dar resposta às dificuldades acrescidas que a crise pandémica representa para os territórios do Interior.

«A Plataforma reivindica aquilo que legitimamente deve reivindicar. Como membro do Governo só tenho que respeitar a posição mas também me compete dizer a verdade. Neste momento não temos condições financeiras para suspender ou para anular as portagens», disse aos jornalistas a ministra da Coesão Territorial.

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