Ministro considera que o ensino profissional é dos pilares mais importantes da qualificação dos portugueses

O ministro da Educação considera que o ensino profissional «é um dos pilares mais importantes da qualificação» e que o objectivo é chegar a 2020 com 50% dos alunos a concluírem o Ensino Básico através de vias profissionalizantes. Tiago Brandão Rodrigues, que participou na passada Sexta-feira nas comemorações do 10.º aniversário da Escola Profissional da Guarda, disse aos jornalistas que os vários níveis da educação, desde o pré-escolar até ao Ensino Superior, são «absolutamente fundamentais» para a coesão económica e territorial, mas sublinhou ser «importante ver como o ensino profissional é um dos pilares mais importantes da qualificação dos portugueses». «Nós temos um objetivo básico e fundamental: chegar a 2020 com 50% dos nossos alunos que concluem o ensino secundário através de vias profissionalizantes», declarou.
Segundo o titular da pasta da Educação, são escolas como a Ensiguarda – Escola Profissional da Guarda «que conseguem prestigiar o ensino profissional». As mesmas escolas, observou, mostram ainda que muitos dos alunos do Ensino Profissional acedem ao Ensino Superior Politécnico e Universitário «e acabam por dar belíssimas cartas nesse Ensino Superior, transformando-se, muitas vezes, em verdadeiros líderes nas formações no ensino superior».
No decorrer da sessão de boas-vindas, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, disse que o ministro da Educação se encontrava «numa escola que é amiga da cidade e numa cidade que é amiga da educação», indicando que a Guarda vai acolher, em Maio de 2017, o Congresso Nacional das Cidades Educadoras. O autarca disse que o sistema educativo «é um dos pilares fundamentais do desenvolvimento equilibrado do país» e apontou que falta a coragem de «apertar» o “numerus clausus” de cursos nas áreas metropolitanas de Lisboa ou do Porto para os alunos «serem conduzidos» a frequentar os mesmos cursos no arco do interior, onde são «tão bons ou melhores» como os disponibilizados naquelas áreas.
Na mesma cerimónia, o diretor da Ensiguarda, João Raimundo, disse que o percurso da escola que está a comemorar dez anos de existência “não foi fácil”, tendo iniciado a actividade em 2006/2007 com 60 alunos e hoje tem cerca de 450. «Desde o princípio que a filosofia desta escola foi apostar na qualidade», afirmou o dirigente, lembrando que este ano lectivo «50 alunos do 12.º ano entraram no Ensino Superior».
Após a sessão e a inauguração das obras de ampliação e de requalificação das instalações da Ensiguarda, o ministro da Educação procedeu à cerimónia que assinalou o início das obras do edifício da futura Residência de Estudantes. Segundo João Raimundo, trata-se de um investimento que ultrapassará um milhão de euros e que pretende dotar a crescente comunidade educativa com meios adequados de alojamento e de apoio ao estudo. O edifício, de dois pisos, estará concluído no início do ano lectivo 2017-2018, foi anunciado.

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