Ministro da Saúde avisa Administrações Regionais ser «inaceitável» falta de material nas USF

O ministro da Saúde advertiu na passada semana os presidentes das administrações regionais de saúde de que é «inaceitável» a falta de material nas Unidades de Saúde Familiar e avisou que a não resolução do problema «terá consequências».
Adalberto Campos Fernandes falava no 9.º Encontro Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF), que decorreu em Aveiro, onde anunciou que está a ser preparado um novo modelo para as Administrações Regionais de Saúde. «Custa-me muito aceitar que haja USF que digam que têm falta de material e fica aqui dito claramente aos presidentes das ARS que isso é politicamente inaceitável. É deles a responsabilidade de resolver isso rapidamente. Se não o fizerem não estão a executar em condições a vossa missão e isso terá de ter consequências», declarou.
O ministro aconselhou as administrações regionais de saúde que fazem «menos bem a fazer melhor ou mudar de vida» e adiantou que, não só está a ser preparada uma nova lei orgânica para as ARS, como está a ser repensado o modelo, que considerou «envelhecido». «As ARS resultaram da extinção das sub-regiões e da acumulação de competências com outras entidades, perderam-se no papel e afastaram-se do importante que era estar no terreno, na coordenação, no acompanhamento estratégico e identificação de necessidades», considerou.
Respondendo aos «obstáculos» à actividade, anteriormente apre-sentados pelo presidente da USF – Associação Nacional, João Rodrigues, o ministro referiu que estão a ser lançados 70 novos centros de saúde e instalações de USF, 16 dos quais em Lisboa, «para acabar com situações de funcionamento em prédios habitacionais em que as pessoas têm de ir de elevador».
Ao nível dos recursos humanos assegurou que, «até ao final do semestre, irão finalmente ser colocados os 774 enfermeiros envolvidos no concurso de recrutamento que se arrasta há anos».
Quanto à lista de utentes dos médicos de família, o ministro salientou os progressos alcançados: «de 2014 para 2016 diminuiu o número de portugueses sem médico de família, que caiu abaixo de um milhão de utentes, e neste momento há cerca de 800 sem cobertura, que esperamos com as colocações deste ano melhorar».
Durante o Encontro Nacional das USF’s foi apresentado o estudo relativo ao “Momento Actual da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários”, com base nas avaliações dos coordenadores das USF, que revelou estar em recuperação o grau de satisfação com a reforma, após ter tido os piores indicadores em 2013 e 2014, e passou a incluir um parâmetro novo, o da violência contra profissionais de saúde, sendo que 84% dos inquiridos referiu pelo menos um caso ocorrido nos últimos 12 meses, 14% dos quais de violência física.

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