Morreu o escritor chileno Luís Sepúlveda, que tinha sido galardoado em 2016 com o Prémio Eduardo Lourenço

Morreu o escritor chileno Luís Sepúlveda, de 70 anos, em consequência da Covid-19. O escritor foi galardoado em 2016 com o Prémio Eduardo Lourenço, atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), com sede na Guarda, que apontou na ocasião como «uma grande honra» e acrescentou: «Este prémio tem para mim um significado muito especial e muito emotivo. É um prémio de uma emoção muito especial e só me resta dizer muito obrigado». Aquando da entrega do prémio, Eduardo Lourenço disse que «o escritor escolhido é um grande escritor de reputação mundial. Portanto, é de facto muito grato, que a comissão [o júri do prémio] o tenha escolhido a ele, entre outras pessoas [contempladas em anos anteriores], para receber este prémio».
Sepúlveda estava internado desde finais de Fevereiro num hospital de Oviedo, em Espanha, onde foi diagnosticado com aquela doença. Os primeiros sintomas ocorreram dias antes, quando esteve no festival literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.
A confirmação de que estava infectado com a Covid-19 levou, na altura, o Correntes d’Escritas a recomendar uma quarentena voluntária aos que participaram no festival e estiveram em contacto com o escritor chileno.
Tudo isto aconteceu ainda antes de as autoridades portuguesas confirmarem oficialmente qualquer registo de infecção em Portugal, o que só viria a acontecer a 02 de Março.
Luís Sepúlveda, que nasceu no Chile a 04 de Outubro de 1949, estreou-se nas letras em 1969, com “Crónicas de Piedro Nadie” (“Crónicas de Pedro Ninguém”), dando início a uma bibliografia de mais de 20 títulos, que inclui obras como “O Velho que Lia Romances de Amor” e “História de Uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”.
O escritor tem toda a obra publicada em Portugal – alguns títulos estão integrados no Plano Nacional de Leitura -, e era presença regular em eventos literários no país. Luís Sepúlveda era casado com a poetisa Carmen Yáñez, que também esteve hospitalizada e em isolamento.
Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço, que apontou na ocasião como “uma grande honra” e acrescentou: “Este prémio tem para mim um significado muito especial e muito emotivo. É um prémio de uma emoção muito especial e só me resta dizer muito obrigado”.

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