Município da Guarda compra património histórico da Associação Comercial

O Jornal Terras da Beira noticiou na semana passada que a chamada “verba histórica” da Associação Comercial da Guarda (ACG), constituída pelo nome da instituição, biblioteca, livro de actas e mobiliário histórico, tinha sido adjudicada a João Guerra, gerente da “J.G. Phones, Comércio de Terminais Móveis e Acessórios de Telecomunicações, Unipessoal”, de Pinhel, pelo valor de 6.550 euros, ultrapassando em 550 euros o último valor licitado pela Câmara da Guarda.

Contactado pelo TB, o empresário informou que quer criar uma associação com a designação da extinta “ACG”, tendo mostrado disponibilidade para entrar em negociações com a autarquia para ceder o património, mediante uma contrapartida financeira.

Depois de contactado por este semanário, o presidente da Câmara, Carlos Chaves Monteiro, encetou negociações com o gerente da “J.G. Phones, Comércio de Terminais Móveis e Acessórios de Telecomunicações, Unipessoal”, tendo chegado a acordo, como informou esta manhã o autarca na reunião da Assembleia Municipal. O património histórico passa, assim, para as mãos da autarquia, pelo valor de seis mil euros, igualando o último lance efectuado pelo Município no leilão electrónico.

Como o TB noticiou em anteriores edições, o Município da Guarda adquiriu a antiga sede da ACG pelo valor de 300 mil euros, quando o património global estava avaliado em 419 mil e 214 euros, incluindo o edifício (que já serviu de Escola Industrial e Comercial), bem como o mobiliário de escritório, material informático, viatura comercial e diversas publicações e outras obras que se encontram na biblioteca.

O anúncio da venda, que foi publicado em Novembro nos jornais, informava que, numa primeira fase, seria dada preferência à venda do conjunto do património, terminando o prazo no dia 15 de Dezembro às 12 horas. A Câmara da Guarda foi a única que avançou com uma proposta, mas com um valor de apenas 300 mil euros, muito inferior ao valor base anunciado. Por isso, foi iniciado o leilão lote a lote, tendo o Município mantido o valor de 300 mil euros, mas desta vez referente apenas ao edifício e área em redor. A autarquia também apresentou propostas para os lotes números 2 a 14 (mobiliários de escritório e viaturas) pelo valor total de dois mil e 15 euros.

O preço mínimo do imóvel era de 412.799,61 euros, tendo o Município avançado com uma proposta de apenas 300 mil euros, que foi a única apresentada no leilão electrónico.

O presidente da autarquia informou que a autarquia pretende instalar na antiga sede da ACG a delegação distrital do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, o que permitirá deixar livre o edifício da antiga Direcção de Estradas que, depois das obras de adaptação, albergará o comando nacional da Unidade de Emergência , Protecção e Socorro (UEPS) da GNR.

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