Município de Trancoso projecta Museu da Cidade e requalifica necrópole e castelo

A Câmara Municipal de Trancoso está a requalificar a maior necrópole rupestre da península ibérica e o castelo e está também a projectar o futuro Museu da Cidade, que vai ocupar o antigo Palácio Ducal.

A autarquia, presidida por Amílcar Salvador, apresentou hoje os três projectos à secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, durante uma visita da governante ao concelho de Trancoso.

A intervenção em curso na aldeia de Moreira de Rei, com um investimento superior a 329 mil euros, contempla a requalificação da igreja de Santa Marinha e largo envolvente, e a criação de um centro interpretativo da necrópole rupestre, que é considerada como sendo a maior necrópole de sepulturas antropomórficas da Península Ibérica.

Segundo a autarquia, os arqueólogos encontraram no local mais de 600 sepulturas de adultos e de crianças escavadas na rocha, em redor da igreja de Santa Marinha, datada do século XII, que está classificada como Monumento Nacional desde 1932.

Durante a visita, o arqueólogo João Lobão, disse que a intervenção em curso permite «a correcta salvaguarda das sepulturas». O local «é um sítio patrimonial único» e «constitui um recurso turístico único», garantiu.

Amílcar Salvador anunciou que a intervenção em Moreira de Rei deve estar concluída «na Primavera/Verão de 2021», tal como a intervenção que está em curso no castelo de Trancoso, com um custo global de 331 mil euros. O projecto do castelo, denominado “Do monumento construído ao monumento interpretado”, é «muito pouco intrusivo e minimalista», como referiu a arqueóloga municipal Maria do Céu.

Estão contempladas acções nas áreas da segurança, acessibilidades, criação de novas condições de visitação, colocação de painéis de “leitura da paisagem” e criação de núcleos expositivos, entre outras iniciativas, indicou.

O município de Trancoso apresentou também hoje o estudo prévio de arquitectura para a criação do futuro Museu da Cidade, no edifício do Solar dos Costas, Lopes e Tavares, conhecido localmente por Palácio Ducal, datado de finais do século XVIII.

No projecto, que está a ser elaborado pela Universidade da Beira Interior (Covilhã), o município prevê investir «entre 1,5 e dois milhões de euros», de acordo com Amílcar Salvador. O responsável considera tratar-se de um projecto «âncora» e «estruturante» para «Trancoso e para toda a região». «Queremos avançar com ele nos próximos tempos», referiu, indicando que ainda falta conseguir financiamento para a execução da obra.

No final da visita a Trancoso, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, disse aos jornalistas que conheceu «boas ideias» por parte do município de Trancoso. Rita Marques referiu ainda que os territórios do Interior «têm imensos tesouros, muitos deles escondidos», que precisam de ser «trabalhados e animados». O presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, que integrou a comitiva, reconheceu que os projectos de Trancoso «são apostas certeiras» para captar novos visitantes para a região.

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