Museus da Guarda…

Há muitos, muitos anos que a Guarda dispõe do Museu da Guarda, instituição de referência das memórias, do património, e história da cidade, do distrito, da região envolvente.

Local de visita obrigatória, tanto para os visitantes como para os habitantes, tão variado têm sido as atividades desenvolvidas, além do riquíssimo espólio em exposição permanente. Qual o miúdo que após a visita não fica encantado com a sala das armas e da argola da Capela do Mileu? “Para mil Eu”, terá sido o dito de Nossa Senhora, segundo a lenda.

Além do Museu da Guarda, só o edifício, antigo Paço Episcopal, no seu todo é merecedor de uma visita cuidada e demorada tal a imponência da construção, dos seus claustros, da elegante e suave escadaria, dos auditórios, salas de exposições, etc.

Certamente que ainda poderão ser apreciadas exposições artísticas como a recentemente exibida do artista contemporâneo Arménio Diniz Santos. É sempre um encanto ver as suas obras. Que volte em breve.

Do conjunto edificado, ao centro da fachada principal, está a Igreja, digna de destaque especial, não fora o local, em tempos, escolhida para substituir a Sé Catedral durante o longo período em que esta foi objeto de avultadas obras de restauro e restituição do impressionante monumento à traça original. Para o efeito, sofreu obras de alargamento em ambas as laterais, como se pode constatar numa visita à cave, piso -1. Obra bem tratada e demonstrativa da evolução do edifício, que ao nível do primeiro andar, piso 1, deu origem a uma janela falsa, que só existe para o exterior. Mais uma curiosidade do fantástico edifício.

Este local, a antiga Igreja do antigo Paço Episcopal, foi agora aberto ao público com a funcionalidade de Museu da História, Arte e Religião, da Diocese da Guarda. Por agora, a entrada é gratuita, sujeita a marcação para grupos e a programação de visitas guiadas.

Este espaço museológico apresenta de momento, três partes distintas, duas exposições e uma projeção multimédia, a saber:

– Exposição Mulier Mater Magistra, Mulher Mãe Mestra. Pisos 0 e -1.

– Exposição Diálogos, na beleza das obras contemplamos a beleza do Criador, Piso 1 e Varanda.

– Projeção multimédia 360º, Roteiro das Beiras e Serra da Estrela, legado de fé sobre a história da Diocese da Guarda, Piso 1.

Como foi realçado por alguém, este museu e as peças nele exibidas são autênticas e duma presença impressionante, retratando o riquíssimo património que existe espalhado pelos vários recantos da Diocese, contrariamente ao exibido em museus de renome mundial, que apresentam peças de várias origens e de diversas culturas. É um Museu de autenticidade.

Das variadíssimas peças exibidas, é digno de realce, só para exemplo, um rosário completo, entre os vários terços do rosário, além de inúmeros crucifixos, estatuária, outras peças decorativas, coroas, etc., todos referentes ao tema, Mulher Mãe Mestra, muitos deles relicários.

Como atividade futura é digna de realce pela especificidade, mas adequada à época natalícia que se aproxima, que ocorrerá no próximo dia 10 de dezembro, o Concerto de Natal dado pelo Coro Ensamble de S. Tomas de Aquino, Lisboa. As entradas serão limitadas, recomendando-se a atempada marcação.

Espaço museológico que dignifica a cidade e complementa o outro espaço vizinho, que conjuntamente com uma visita à próxima Torre dos Ferreiros constituem uma oferta interessante, tanto para turistas como para egitanienses, sem tirar lugar aos recém-inaugurados Passadiços do Mondego, aos quais se augura grande sucesso.

Não existe grandeza, onde não há simplicidade, bondade e verdade”, Leon Tolstoi

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