«Não esperem de mim nem quezílias, nem provocações, nem a participação em maiorias negativas», assegura Carlos Chaves Monteiro

O presidente cessante da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro (PSD), disse hoje que está «empenhado» em assumir o cargo de vereador no novo executivo e assegurou que vai «continuar a seguir os mesmos princípios» em que acredita e procurar «contribuir» nas suas novas funções autárquicas para «o bem comum». «Não esperem de mim nem quezílias, nem provocações, nem a participação em maiorias negativas», garantiu ainda durante a conferência de imprensa, para a qual tinha convidado o seu sucessor, mas Sérgio Costa não marcou presença e ambos reunirão posteriormente.

Durante o encontro com os jornalistas, o autarca social-democrata, que em 2019 sucedeu no cargo a Álvaro Amaro, quando este foi eleito para o Parlamento Europeu, destacou o bom trabalho efectuado pelo PSD na passagem de oito anos pela liderança do município da cidade mais alta do país. Segundo Carlos Chaves Monteiro, pelo trabalho realizado em dois mandatos, é «evidente» que o PSD deixa um bom legado ao novo executivo municipal que vai ser liderado pelo independente Sérgio Costa (que foi vice-presidente e vereador eleito pelo PSD e ultimamente desempenhava as funções de vereador sem pelouros).

«[É] evidente que sim, porque, não só do ponto de vista financeiro, mas também daquilo que foi o equilíbrio das contas, da estabilidade, da confiança que colocámos nos agentes económicos do concelho, mas com obra feita e com obra projectada (…). E, nessa medida, nós consideramos [que o trabalho feito] (…) é uma folha de serviço que nos orgulha, nos honra, pelo tempo que aqui passámos e que tivemos esta responsabilidade», disse o autarca.

Carlos Chaves Monteiro não deixou, no entanto, de evidenciar que ele e a sua equipa trabalharam «num contexto de grande conflitualidade política, quer no executivo, quer na Assembleia Municipal» e que «quem promoveu essa conflitualidade deve estar satisfeito pelo resultado que estas eleições autárquicas traduziram».

Durante a conferência de imprensa o presidente cessante apresentou os projectos que estão em curso, as contas do município, estudos e projetos urbanísticos, protocolos e planos estratégicos que foram desenhados para o concelho nos últimos anos. «Equilibrámos [as contas], cumprimos os nossos compromissos, executámos obra e temos projetos de futuro de grande relevância, como sabemos, que iriam colocar a Guarda num patamar, numa dimensão muito maior do que aquela que alguma vez teve na sua História», assumiu Chaves Monteiro. Segundo o responsável, o exercício das funções executivas na liderança do município foram sempre pautadas por «uma gestão autárquica séria, coerente e verdadeira».

Em relação à situação financeira do município, referiu que o valor da dívida de médio e longo prazo é de 11,038 milhões de euros e o prazo médio de pagamento, no terceiro trimestre de 2021, é de 41 dias. Mais pormenores na próxima edição do Jornal terras da Beira.

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