Novas descobertas na Estação Arqueológica do Mileu

Importantes artefa-ctos romanos» foram descobertos no decorrer dos trabalhos arqueo-lógicos que o Município da Guarda, «através do seu Museu, está a levar a efeito junto à chamada Casa do Sineiro, nas imediações da Capela dedicada a Nossa Senhora do Mileu». «E se corroboram a importância sabida do arqueossítio, não deixam de ser supreen-dentes! É o pulsar da história da Guarda, duplamente milenar…», revelou o Museu na sua página de Facebook, dias depois de ter anunciado o arranque dos trabalhos, no início deste mês.
Esta fase das escavações, explica, «integram-se no projecto de investigação do sítio romano do Mileu, um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos do concelho e do distrito da Guarda, descoberto acidentalmente em 1951, durante as obras de construção da Estrada Nacional 16, que liga a cidade à Guarda Gare».
E recorda que «no sítio do Mileu foram já identificadas importantes estruturas arqueológicas de distintas cronologias, não só do século I e II d.C., mas também do Baixo Império (séculos III e IV d.C.) e da Idade Média».
Com as escavações em curso «pretende-se confirmar a ocupação histórica desta parte do adro da Igreja, nomeadamente na Época Romana», e «espera-se encontrar estruturas arqueo-lógicas importantes, que permitam esclarecer e confirmar a tipologia dos vestígios e a tipologia do povoamento, nomeadamente de Época Romana», conclui o Museu Regional da Guarda.
Já em Julho de 2013, recorde-se, haviam sido descobertos achados «muito importantes» durante as escavações efectuadas na Estação Arqueológica do Mileu.
O espólio encontrado durante os trabalhos foi considerado pelo arqueólogo municipal, Victor Pereira, responsável pela sua coordenação, «extraordinário», visto ser constituído por «materiais não só comuns, cerâmica comum, mas também materiais que viriam de outros locais, como terra sigillata, fragmentos de ânforas, lucernas. Seriam materiais sobretudo do Alto Império – século I e II, provenientes não só de Idanha mas também de Mérida e de outras regiões sobretudo da Península Ibérica».
«São materiais muito relevantes para esta região», afirmava, adiantando que o espólio seria «todo inventariado por nós» e posteriormente seria efectuado «o restauro das peças cerâmicas, igualmente pela Câmara Municipal da Guarda».
«Até ao momento os vestígios que tínhamos eram sobretudo do Alto Império – século I e II d.c – e neste momento aquilo que estamos a conseguir comprovar com o avanço das escavações é que há várias estruturas de outros períodos também, nomeada-mente do Baixo Império e da Idade Média», revelou o arqueólogo ao TB no último dia dos trabalhos, executados no âmbito de um projecto de investigação desenvolvido pela Câmara da Guarda que teve como finalidade encontrar novos elementos sobre a ocupação do local.
O TB quis saber mais pormenores sobre os últimos achados no Mileu, assim como de outras descobertas importantes, do ponto de vista arqueológico, nos últimos anos.
Pediu, por esse motivo, autorização à Câmara da Guarda para uma entrevista com o arqueólogo municipal, que tem coordenado os trabalhos arqueológicos. A autarquia, em resposta ao pedido, entendeu que deveria ser o vereador da Cultura, Victor Amaral, a fazê-lo.
Este semanário entende que não. Ficam, assim, as perguntas sem resposta.
GM

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