Novo comandante da PSP da Guarda

Carlos Nascimento Paiva da Silva vai ser, a partir de amanhã, o novo comandante distrital da PSP da Guarda, substituindo no cargo Salvado Lopes, que desempenha aquelas funções desde 1 de Abril de 2010. O despacho de nomeação, em comissão de serviço por três anos, foi publicado hoje em Diário da República, um dia antes da celebração do 136º aniversário do Comando Distrital da PSP da Guarda.

Carlos Nascimento Rego Paiva Resende da Silva tem 48 anos e é superintendente da PSP. É licenciado em Ciências Policiais pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e possui o Curso de Especialização em Ciências Criminais e Comportamento Desviante, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Dos diversos cargos e funções que desempenhou ao longo da sua carreira profissional, salientam-se os seguintes: chefe de gabinete do director nacional da PSP, de 2008 a 2010, comandante da Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa, de 2010 a 2019; inspector na PSP, de Fevereiro a Setembro de 2019, e chefe da Área de Apoio do Comando Metropolitano de Lisboa, desde 9 de Setembro de 2019.

A necessidade de novas instalações para o comando da PSP da Guarda tem sido uma constante referência nos diversos discursos proferidos durante o aniversário daquela força de segurança. O ano passado, no discurso proferido na cerimónia do 135.º aniversário, realizada em Outubro em Gouveia, o superintendente Salvado Lopes relembrou que as actuais instalações daquele Comando servem a PSP «desde 1897», quando o seu efectivo «era de 26 profissionais». «Passados 122 anos, a situação pouco se alterou. Continuamos a ter instalações dispersas por cinco locais da cidade [da Guarda], com falta de espaços adequados e sem a necessária funcionalidade», reafirmou.

Como exemplo, Salvado Lopes referiu que o edifício da Esquadra de Investigação Criminal «necessita de uma intervenção destinada a criar melhores condições a todos quantos ali prestam serviço e garantir a necessária confidencialidade e algum conforto aos cidadãos que ali se dirigem, especialmente aos intervenientes processuais no âmbito das investigações criminais».

No seu discurso, o superintendente disse que «a construção de um novo edifício para o Comando [Distrital da PSP], para além de agregar os serviços desconcentrados pela Guarda, possibilita aumentar a dimensão operacional, reduzir custos logísticos e financeiros e principalmente conferir qualidade e dignidade de que se deve revestir um serviço público desta natureza».

Salvado Lopes referiu que «se está a trabalhar» para resolver a situação, reconhecendo o empenho e o esforço da Direcção Nacional da PSP, com a colaboração do município da Guarda.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, reafirmou a disponibilidade da autarquia para ajudar a encontrar uma solução para as instalações da PSP, acrescentando que o município continuava a apontar o espaço do antigo matadouro para acolher o futuro Comando Distrital da PSP.

Um ano antes, em Outubro de 2018, quando na altura já estava afastada a hipótese de ser escolhido o edifício do Instituto Português do Desporto e Juventude e também o recinto onde se encontra a GNR, a solução apontada era o espaço ocupado pelo antigo matadouro da cidade.

Nesse ano, o comandante distrital disse que concordava com a escolha e o então presidente da Câmara Municipal, Álvaro Amaro, disse que o município estava disposto a ceder o espaço gratuitamente e até poderia ajudar na elaboração do projecto. O agora eurodeputado adiantou nessa ocsião que já tinha dado conhecimento dessa solução ao ministro da Administração Interna, esperando que houvesse uma decisão governamental até ao final de 2018.

No discurso que proferiu, nesse ano, na cerimónia comemorativa do aniversário da PSP, o comandante distrital considerou que o antigo matadouro da cidade tem «potencial para a construção de raiz das novas instalações para o comando da Guarda, considerando a sua localização na malha urbana da cidade, o facto de possuir boas acessibilidades e dispôr de área para a concentração dos serviços do comando e permitir a integração das sub-unidades que se encontram dispersas».

«Contudo, atendendo ao lapso de tempo para conclusão da concentração de raiz, entende-se que deveria ser equacionada uma solução, a curto e médio prazo, para acolhimento das duas sub-unidades periféricas: a esquadra de trânsito e a esquadra de investigação criminal por forma a melhorar as condições de trabalho para o exercício da sua função», defendeu Salvado Lopes.

No passado dia 9, no final de um encontro entre o presidente da Câmara e o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, o governante disse aos jornalistas que foi abordada a questão das futuras instalações dos comandos da GNR e da PSP. «Estamos a analisar de forma muito construtiva uma proposta de reorganização da localização dos comandos das forças de segurança [da] GNR e PSP aqui no centro da cidade, no antigo quartel, melhorando as suas condições de operacionalidade, que hoje têm problemas», afirmou. Eduardo Cabrita, destacou que a GNR e a PSP «são forças com vocações próprias, com autonomia operacional» e «não está em causa nenhum caminho visando sequer, no futuro, uma fusão das duas forças». «Está em causa partilhar aquilo que são estruturas de apoio, estruturas de apoio logístico», esclareceu.

Foi há quase 136 anos que se alistaram os primeiros elementos que formaram o Corpo de Polícia Civil do Distrito da Guarda, na altura dirigido por José Freire Pugnatelly. Começou por ter a sede numa modesta casa na Rua D. Luís I (actual Rua 31 de Janeiro), tendo mais tarde passado para a Rua de S. Vicente. Desde 1897 que se encontra no edifício ainda conhecido como do Governo Civil da Guarda.

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