Novo comandante distrital da GNR da Guarda afirma-se intolerante a actos racistas e xenófobos

O novo comandante da GNR do Comando Territorial da Guarda assumiu Sexta-feira, na tomada de posse, que não vai tolerar comportamentos ou actos de discriminação, racismo, xenofobia ou qualquer outro contra os direitos humanos. «Alinhado com os desígnios do Comando Superior da Guarda, nomeadamente as linhas orientadoras previstas na Estratégia da Guarda 2025, pretendo que a minha acção de comando assente em dez eixos principais», começou por dizer o tenente-coronel Pedro Gonçalves.

Neste sentido, Pedro Gonçalves destacou a «garantia do pleno respeito pelos direitos fundamentais e direitos humanos, através de acções de formação interna e da exigência, permanente, de elevados padrões comportamentais na relação com o cidadão». «Não tolerarei comportamentos ou actos de discriminação, racismo, xenofobia, ou qualquer outra forma que atente contra a dignidade humana e os direitos fundamentais», assumiu o novo comandante.

Também a «protecção das vítimas especialmente vulneráveis, sobretudo em contexto de violência doméstica e tráfico de seres humanos» será um dos pilares do seu comando na Guarda. Frisou, igualmente, a «manutenção dos reduzidos índices da criminalidade registada no distrito, sobretudo a violenta e grave» e também a «redução da sinistralidade em ambiente rodoviário e com máquinas agrícolas», assim como a proteção da natureza e ambiente.

Para isso, sublinhou, conta com os militares do seu comando territorial, com formação interna e com «ações de proximidade junto das populações» tanto em «acções de sensibilização e informação» como na «fiscalização e repressão» de comportamentos e condutas de risco.

O comandante também mostrou interesse na «aproximação do pessoal no activo aos militares e civis na situação de reserva e reforma, como forma de estreitar os laços da família» da GNR e «sinalizar situações passíveis de intervenção social».

Pedro Gonçalves não poupou elogios aos seus antecessores, de quem disse ter recebido uma «grande e pesada herança» que quer «estar à altura de dar continuidade, e em especial ao comandante cessante, Luís Rasteiro, com quem trabalhou e que vai agora para a reserva.

O Comandante-geral da GNR, tenente-coronel José Santos Correia, que presidiu à cerimónia, também não poupou elogios ao comandante cessante e a todos os militares do comando territorial da Guarda. «Com enorme elevação, qualidade, brio e orgulho têm zelado diária e permanentemente pelo cumprimento das missões, conseguindo adaptar-se às necessidades e circunstâncias por forma a exercerem perante os desafios legítimos e anseios propostas pelas comunidades», enalteceu.

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