Novos alunos do IPG têm tido dificuldades em conseguir alojamento na cidade

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O aumento de novos alunos no Politécnico da Guarda está a causar algumas dificuldades no alojamento. A oferta existente na cidade ao nível de quartos não será suficiente para a procura. O IPG deverá receber cerca de 700 novos alunos só nas licenciaturas. O presi-dente Constantino Rei diz que é «o melhor resultado» dos últimos 15 anos. O dirigente defende que estruturas como a Pousada da Juventude, poderiam ser disponibilizadas para alojar os alunos que vêm estudar para a Guarda.
Elisabete Gonçalves
elisagoncalves.terrasdabeira@gmpress.pt
O Instituto Politécnico da Guarda tem a melhor taxa de ocupação entre os politécnicos do interior, incluindo o de Viseu e de Castelo Branco. A análise é feita pelo presidente Constantino Rei, depois de conhecidos os resultados da segunda fase de colocações do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. O dirigente admitiu ao TB que não esperava «tão bom resultado». O Politécnico da Guarda conseguiu colocar mais 251 novos alunos, o que somando aos alunos matrículados na primeira fase representa uma taxa de ocupação de 80 por cento. Mas o processo ainda não está fechado.
Falta ainda colocar os alunos ao abrigo dos concursos especiais e os internacionais, que como o TB já noticiou poderão ser quase mais 130 novos alunos. Por isso, só ao nível das licenciaturas, o IPG deverá receber 700 novos alunos.
Há ainda a entrada de novos alunos para os mestrados e para os cursos Técnicos Superiores. Pelas contas de Constantino Rei, somando todos os novos alunos, o Politécnico da Guarda pode vir a receber perto de mil novos alunos. «É o melhor resultado dos últimos 15 anos», constata o dirigente.
O presidente do IPG acredita que é resultado da «maior atractividade» da instituição e lembra que «nunca se falou tanto do Politécnico da Guarda, e positivo, como na última campanha eleitoral».
Instado sobre se será o início de uma nova fase do Politécnico, Constantino Rei considera que a instituição está em «recuperação», mas sustenta que há factores externos que podem condicionar este trajecto positivo.
O dirigente lembra que será a partir do próximo ano que se irão começar a fazer sentir os efeitos da quebra demográfica. E se não forem tomadas medidas que contrariem esta tendência, Constantino Rei acredita que vai haver impacto no Ensino Superior. Mesmo assim, o presidente do IPG garante que as «sementes estão lançadas», esperando que o IPG possa ter capacidade para fazer face a essa realidade.
Faltam quartos
para os novos alunos
Os novos alunos do Politécnico da Guarda estão a ter algumas dificuldades em encontrar alojamento na Guarda, nomeadamente ao nível de quartos. Com o aumento do número de alunos, a oferta neste tipo de alojamento na cidade tornou-se insuficiente. O presidente do IPG admite ter tido conhecimento de algumas dificuldades e já pediu à Associação Académica para que «ajude» na intermediação entre a oferta e a procura. Constantino Rei lembra que a instituição não tem soluções, porque as residências estão lotadas e que a lista de espera «é extensa». O dirigente defende que se o mercado local não der resposta, o desafio será criar opções na cidade nas estruturas que estão desocupadas e que poderiam acolher os novos alunos. O presidente do IPG refere-se nomeadamente à Pousada da Juventude, que está sem utilização, e que poderia ser colocada «de imediato» à disposição dos alunos que vêm estudar para a Guarda.

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