Obra da Linha da Beira Baixa deverá estar concluída «durante o primeiro semestre do próximo ano»

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O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, assegurou Sexta-feira, na Guarda, que o Governo está a «trabalhar» para recuperar os atrasos verificados nas obras de modernização do troço Guarda – Covilhã da Linha da Beira Baixa. «A obra está em curso, está a andar, nós [Governo] vamos ter que cumprir os “deadlines” [prazos finais] que a União Europeia nos impôs. Estamos a trabalhar para recuperar os atrasos», garantiu hoje o governante.

Pedro Nuno Santos falava aos jornalistas, na Guarda, à margem da cerimónia de consignação da obra a realizar no troço entre Guarda e Cerdeira, na Linha da Beira Alta, e de lançamento do concurso Pampilhosa – Santa Comba Dão da mesma via.

O governante referiu que as razões para os atrasos nas obras da Linha da Beira Baixa «são muito diversas», lembrando que Portugal, «desde a crise financeira, perdeu capacidade de engenharia, perdeu capacidade de projecto».

O vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes, completou as informações do ministro, indicando que as perspectivas apontam para que a obra possa ser concluída «durante o primeiro semestre do próximo ano» [2020]. Segundo o responsável, tendo em conta que a Linha da Beira Baixa é uma alternativa à Linha da Beira Alta, a conclusão das obras no troço Guarda – Covilhã é indispensável para que as obras de modernização naquela via avancem «a sério».

A cerimónia do acto de consignação da empreitada e do lançamento dos trabalhos, que incluem a construção da Concordância das Beiras, troço de ligação entre a Linha da Beira Alta e a Linha da Beira Baixa, decorreu em 5 de Março de 2018, na Covilhã, e o prazo de conclusão apontava para 2019.

O investimento total no projecto de modernização deste troço é de cerca de 77 milhões de euros, 52 milhões dos quais respeitantes à obra física, que permitirá reabrir um troço que estava fechado desde 2009.

A obra integra, entre outros trabalhos, a renovação integral de 36 dos 46 quilómetros do troço (dez já estão intervencionados), bem como a reabilitação de seis pontes centenárias, a remodelação de estações e apeadeiros, drenagem e estabilização de taludes e a iluminação e automatização e supressão de passagens de nível.

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