Ordem dos Médicos está «muitíssimo preocupada» com demissões na Guarda

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) mostrou-se hoje «muitíssimo preocupada» com a demissão da comissão Covid-19 na Unidade Local de Saúde da Guarda e anunciou que já pediu explicações «formais» sobre o assunto.

Como o TB noticiou em primeira mão, o presidente da comissão, Luís Ferreira, foi o primeiro a apresentar a demissão e os restantes elementos em solidariedade tomaram a mesma decisão. Luís Ferreira, que é director do Serviço de Pneumologia da ULS da Guarda, confirmou ao TB a sua decisão provocada por um diferendo com o Conselho de Administração. Sem querer adiantar pormenores, Luís Ferreira adiantou que perante uma situação de «divergência» entendeu ser «uma desconsideração» a atitude da administração da ULS. «Não podia ser conivente com a situação e achei que o melhor seria pedir a demissão», esclareceu Luis Ferreira. Os restantes elementos «acharam que deviam ser solidários» e que «não fazia sentido continuarem».

Instada a comentar a situação, a presidente do Conselho de Administração da ULS da Guarda, Isabel Coelho, sublinha que «o Conselho de Administração nunca retirou a confiança a esta comissão ou a qualquer um dos seus membros em particular, antes pelo contrário, não se cansa de enaltecer e de agradecer o seu trabalho exemplar ao longo destes difíceis meses». Isabel Coelho não se pronuncia sobre os motivos que levaram ao pedido de demissão, argumentando que «só dizem respeito» ao coordenador da comissão e que só a ele deve ser solicitada «qualquer explicação».

O presidente da SRCOM, Carlos Cortes, referiu esta tarde à Lusa que já teve um contacto com o presidente demissionário da comissão «para tentar perceber» os motivos e se os mesmos eram de ordem técnica ou clínica e «pudessem ter um impacto negativo sobre a prestação dos cuidados de saúde» e o combate à pandemia da Covid-19 na ULS/Guarda. «Foi-me garantido que as divergências nada tiveram a ver com estas matérias», disse.

Carlos Cortes lembra que, recentemente, quando visitou o hospital da Guarda, concluiu que a unidade deu «uma boa resposta» à crise da Covid-19 e que essas conclusões mantêm-se, «porque foi assegurado pelo responsável máximo» que liderava a comissão covid-19 na ULS «que nada está posto em causa no que diz respeito aos cuidados de saúde».

O dirigente fica a aguardar pelas respostas aos pedidos formais enviados à administração da ULS e à comissão demissionária, mas não esconde que «uma notícia destas cria sempre alguma instabilidade junto da população».

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