Ortopedia da ULS da Guarda quer fazer cirurgias diferenciadoras

O director do serviço de Ortopedia da Unidade Local de Saúde da Guarda, Luís Camarinha, defende que aquela valência tem condições para ser um centro diferenciador na realização de algumas cirurgias. O médico entende que o serviço pode crescer e que «deve ser feito esse investimento». Luís Camarinha evidenciou que o serviço já conta com médicos com formação especializada na realização de determinadas cirurgias diferenciadas e para se avançar falta apenas investir na aquisição da tecnologia. O objectivo era apostar na cirurgia do ombro, cirurgia da anca e cirurgia da coluna. O director do serviço, que falava na apresentação das Jornadas Ibéricas do Ombro, ressalvou que a fixação dos médicos internos na ULS da Guarda depende desta aposta na diferenciação. Se não houver essa diferenciação, os médicos com especialização nessas áreas não têm interesse em permanecer na ULS da Guarda. Bruno Maia, médico interno especializado na realização da cirurgia da coluna, entende que «é pena que os utentes na ULS da Guarda não tenham acesso a estes cuidados diferenciadores e tenham de ser encaminhados para outras unidades de saúde do país, quando há médicos na Guarda que podem exercer essa actividade». É um investimento que «vai beneficiar os doentes», frisou. O médico considerou que cabe ao Conselho de Administração da ULS decidir sobre a essa diferenciação.
Luís Camarinha adiantou que lançou o repto aos internos do serviço para que até ao final do ano apresentem uma «carta de intenções» ao Conselho de Administração da ULS sobre aquilo que querem para o ano de 2018. O médico evidenciou a mudança de atitude do actual Conselho de Administração ao dar atenção aos problemas que vários serviços enfrentam, nomeadamente o de Ortopedia. A presidente do Conselho de Administração, Isabel Coelho, que também estava presente na apresentação das Jornadas, manifestou abertura para avaliar o assunto, ressalvando que o investimento terá de ter cabimento orçamental em concordância com a tutela.
Recorde-se que o director do serviço de Ortopedia tem vindo a fazer alguns alertas sobre a necessidade de oferecer condições aos internos para que eles se mantenham na Guarda. Em Novembro do ano passado, Luís Camarinha confessava estar um «bocado desesperado» porque os internos queriam fazer cirurgias mais diferenciadas e não havia essa possibilidade na ULS da Guarda. Conseguir ter os médicos internos motivados enquanto prosseguem a sua formação na instituição aumenta a possibilidade dos clínicos se fixarem na instituição após a conclusão do internato.
Recorde-se que o serviço de Ortopedia da Guarda tem-se destacado em diversas avaliações realizadas por entidades distintas. Na mais recente avaliação da Entidade Reguladora da Saúde a Ortopedia da Guarda foi classificada com nota de qualidade nível intermédio no tratamento de artroplastias totais da anca e do joelho e tratamento cirúrgico da fratura proximal do fémur. Um outro estudo, realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, considerou que a ULS da Guarda é a quinta melhor unidade de saúde do país para tratar doenças musculoesqueléticas.
EG

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