Ortopedia do hospital da Guarda esteve sem médico na Urgência no fim de semana

O Serviço de Ortopedia da ULS da Guarda esteve sem médico na Urgência durante o fim de semana. A escala de serviço apresentada à direcção clínica não apresentava qualquer solução para os dois primeiros dias de Outubro. O Conselho de Administração confirmou ao TB o vazio na escala, que terá sido apresentada na véspera condicionando a procura de uma solução alternativa. Nesses dias também não estavam disponíveis os médicos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) que se deslocam à Guarda no âmbito de um protoloco de cooperação. À falta de alternativa, a solução foi providenciar a referenciação dos doentes para Viseu ou para Coimbra. Até ao fecho desta edição não foi possível obter um esclarecimento do director do Serviço de Ortopedia, Luís Camarinha.
O episódio aconteceu numa altura em que algumas medidas visando o pessoal médico estão a gerar controvérsia. Três elementos do serviço de Auditoria terão feito uma visita recentemente ao Serviço de Urgência durante a noite para verificar se os médicos escalados estariam nas instalações.
Em relação ao serviço de Ortopedia, recorde-se que em Março o director deu conta que estava a exigir ao Conselho de Administração da ULS «melhores condições». Luís Camarinha explicou, durante a apresentação de uma iniciativa científica, que tinha dirigido uma carta ao Conselho de Administração dando conta das dificuldades que o serviço enfrentava e da necessidade de criar «condições» para garantir que os médicos internos fiquem no serviço após o fim da formação. O ortopedista dizia ter alertado a administração para a «sobrecarga» dos especialistas, decorrente em parte das alterações legislativas e da escassez de médicos. O director de Ortopedia lembrou que há uma escala mensal para preencher em todas as valências do serviço e que os especialistas do quadro já não são novos. «Estamos todos envelhecidos», apontou. Além de que as exigências técnicas e as normas têm vindo a sofrer alterações e exigem cada vez mais recursos humanos. Daí a preocupação em garantir que há internos «satisfeitos» e com interesse em permanecer no hospital da Guarda após a conclusão da formação.
Na altura, o director clínico assegurou que a administração estava «atenta às carências» do serviço e que iria tentar ultrapassá-las. O director clínico lembrou as dificuldades em atrair médicos e que tem havido «reforços» como a contratação dos médicos que entretanto se tinham reformado, uma vez que o número de especialistas não eram suficientes para assegurar as escalas de serviço. Recordou ainda o protocolo celebrado com o CHUC através do qual vários médicos vêm daquela cidade «dar uma ajuda» no serviço de Urgência do hospital da Guarda. «Com este acordo temos ortopedistas todos os dias da semana, sabendo que isso também é um sacrifício para os médicos residentes», sublinhou Gil Barreiros. O serviço conta com seis assistentes especialistas, dois deles aposentados, e mais 4 médicos internos. De Coimbra vêm quatro dar apoio à Urgência e um ortopedista faz colaboração cirúrgica.

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