Passos Coelho justificou aos militantes da Guarda a «dureza» das suas palavras por estar «mais concentrado em não falhar do que agradar»

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O líder do PSD, Passos Coelho, disse na Guarda durante a apresentação da sua recandidatura à liderança do partido, disse esperar não voltar a ser chamado para assumir as funções de primeiro-ministro «com a casa [o país] em chamas», desejando que o Governo «não dê cabo» da credibilidade conseguida pelo anterior. «Termino, dizendo apenas que espero não ser chamado, outra vez, com a casa em chamas», afirmou Sexta-feira à noite numa unidade hoteleira da cidade na presença de militantes do distrito.
Antes, Passos Coelho tinha ouvido dizer o líder da distrital, Carlos Peixoto, que a recandidatura do líder a um novo mandato «era um movimento natural» e defendendo que o partido não quer «que ele [Passos Coelho] fique associado à história deste país como o primeiro-ministro da troika».
Na sua intervenção, o presidente do PSD disse que, «se hoje há um Governo que tem esta conversa de que é preciso acabar com a austeridade e restituir os rendimentos (…) é porque há lá condições para que isso seja feito, porque quando não havia condições, o que os próprios socialistas faziam era o contrário: cortavam salários, aumentavam impostos e chamavam a ‘troika’». «Agora, têm esta conversa, porque nós fomos bem-sucedidos, porque agora há melhores condições para poder distribuir. Vamos ver até quando. Termino dizendo apenas que espero não ser chamado, outra vez, com a casa em chamas», declarou. O ex-chefe do Governo disse ter noção de que «pagou um preço» pela «determinação» com que defendeu as reformas aplicadas quando foi primeiro-ministro, porque «estava mais concentrado em não falhar, do que em agradar, e isso também se paga», admitindo haver portugueses que ainda não lhe perdoaram «a dureza» de algumas palavras. «Eu sei que todos pagamos um preço por aquilo que fazemos. As coisas não têm só um lado bom. Têm um lado bom e um lado mau», referiu.

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