Paulo Raimundo substitui Jerónimo de Sousa no cargo de secretário-geral do PCP

O PCP anunciou na noite de Sábado que o secretário-geral, Jerónimo de Sousa, vai deixar o cargo depois de uma reflexão sobre a sua saúde. Paulo Raimundo vai ser o sucessor de Jerónimo de Sousa, que estava na liderança do partido há 18 anos.

O secretário-geral cessante tinha mandato até 2024 e vai ser substituído por um dos poucos dirigentes que faz parte dos órgãos mais restritos do partido – a Comissão Política e o Secretariado. Paulo Raimundo é uma figura proeminente para as bases comunistas, mas desconhecida na esfera mediática.

Hoje, Jerónimo de Sousa reafirmou «de viva voz» que uma reflexão sobre a sua saúde pesou na decisão de deixar de ser secretário-geral do PCP e sustentou que Paulo Raimundo está preparado para o substituir. «Gostaria aqui de reafirmar de viva voz que como seguimento de uma avaliação própria, resultante de uma reflexão sobre as minhas condições de saúde e as exigências correspondentes às responsabilidades que tenho vindo a assumir como secretário-geral do PCP, coloquei a minha substituição nestas funções», sustentou Jerónimo de Sousa, que falava em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, sobre as conclusões da reunião do Comité Central do PCP que se realizou no sábado.

Iniciada e concluída a «devida auscultação», continuou o secretário-geral comunista cessante, Paulo Raimundo foi o nome escolhido dentro da direcção comunista para o substituir: «É um camarada de uma geração mais jovem, com um percurso de vida marcado por uma experiência diversificada, com capacidade, inserção no colectivo, preparado para uma responsabilidade que associa a dimensão pública com a ligação, contacto e identificação com os trabalhos e as massas populares, com o trabalho do partido, as suas organizações e militantes.»

Paulo Raimundo é um conhecido nas bases comunistas, mas o universo de eleitores é muito maior e para captar mais votos e reforçar o partido nessa dimensão o futuro secretário-geral terá de se mostrar: «Não se pode ser conhecido se, naturalmente, não aparecer. Quem não aparece esquece», disse.

O próximo líder, de 46 anos, «é uma solução segura, uma solução que corresponde às necessidades» do partido centenário. «Tenho a profunda confiança de que ele vai ser capaz de dar conta do recado […]. Paulo Raimundo tem uma garantia que poucos podem ter», reforçou.

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