Pedro Dias, acusado dos crimes de Aguiar da Beira, poderá falar na Terça-feira

Pedro Dias, que está a ser julgado por vários crimes, entre os quais três homicídios ocorridos em Aguiar da Beira, poderá falar em tribunal na próxima Terça-feira, se nesse dia ficar concluída a produção de prova. O julgamento de Pedro Dias começou a 03 de Novembro, no Tribunal da Guarda. Nesse dia, o arguido optou por não prestar declarações, mas os advogados que o representam têm garantido aos jornalistas que ele falará.
Ontem, dia 22, depois de concluídos os depoimentos das testemunhas referentes aos pedidos de indemnização dos familiares das vítimas e faltando apenas ouvir as testemunhas de defesa, os advogados admitiram que Pedro Dias poderá falar na terça-feira. «Antes que ele [o julgamento] termine, falará. Se terminar na Terça-feira, falará na Terça-feira», disse aos jornalistas o advogado Rui Silva Leal, que assegura a defesa de Pedro Dias juntamente com Mónica Quintela.
Mónica Quintela referiu que, apesar de faltarem apenas ouvir as testemunhas de defesa, ontem «foram requeridas novas diligências» e a produção de prova poderá não terminar na Terça-feira. Um dos requerimentos, que foi apresentado pela defesa de Pedro Dias, está relacionado com divergências nos depoimentos quanto ao período que o militar da GNR Carlos Caetano viveu com a companheira Katherine Azevedo antes de ser assassinado.
Testemunhas de Katherine Azevedo ouvidas na Terça-feira tinham referido que eles viviam juntos há mais de dois anos, mas ontem testemunhas dos pais de Carlos Caetano aludiram a alguns meses, entre o Verão de 2016 e o dia dos crimes, ocorridos a 11 de Outubro do mesmo ano. No requerimento, a defesa de Pedro Dias argumenta que mesmo Katherine e o pai de Carlos Caetano «afirmaram nos autos que aquela coabitação, à data da morte de Carlos Caetano, ocorria desde Julho de 2016 ou há dois meses». Por isso, pediu a leitura dos autos de inquirição ou, havendo oposição a isso, que ambos sejam ouvidos em tribunal. Mónica Quintela justificou aos jornalistas que «o que está em causa é saber se efectivamente ocorre uma determinada situação jurídica, que é uma união de facto».
Já o advogado Pedro Proença, que representa o militar António Ferreira e os familiares de Carlos Caetano, disse aos jornalistas que «isto são “fait divers” criados no julgamento e que visam apenas criar alguma confusão», uma vez que «não está aqui em causa o apuramento da verdade, nem sequer a prova que seja essencial ao objecto penal deste processo».
Pedro Dias está acusado de três crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, três crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada, três crimes de sequestro, crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas. A sessão prevista para hoje foi desmarcada, prosseguindo o julgamento na próxima Terça-feira.

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