Pedro Tavares acusa o Município da Guarda de não ter cumprido o contrato-promessa

Pedro Tavares, um dos administradores da Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares (STMRT) já reagiu às declarações do presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, tendo vindo a público dizer que ficou surpreendido ao saber pelos jornais que o Centro de Exposições Transfronteiriço (CET) já não iria ser construído no terreno da antiga fábrica têxtil e aponte como «forte possibilidade» a sua localização no Parque Urbano do Rio Diz.
Na conferência de imprensa, esta manhã, durante a qual foram entregues aos jornalistas o mapa e documentos comprovativos do contrato estabelecido entre a STMRT e a autarquia, o empresário acusou Carlos Chaves Monteiro de ter tido «algumas falhas de memória», explicando que nas últimas negociações ficou definido que o Município pagaria 800 mil euros [verba correspondente à hipoteca do terreno, propriedade da empresa] à Segurança Social» e passaria a ser titular desse espaço para depois construir o CET.
No encontro com os jornalistas, Pedro Tavares relatou que a Sociedade Têxtil Tavares aceitou vender o terreno da antiga fábrica por 400 mil contos (actualmente cerca de dois milhões de euros), tendo sido assinado, em 27 de Dezembro de 2001, um contrato-promessa que contemplava diversas cláusulas, uma das quais o pagamento faseado até 2003. Só que a Câmara demorou mais dez anos a pagar, tendo o último pagamento sido feito em Julho de 2013, já no final do mandato do socialista Joaquim Valente. Para além disso, a Câmara ficou de desanexar terrenos e fazer as infraestruturas para a Sociedade construir nesse espaço 156 apartamentos, mas, lamentou o empresário, «até hoje isso não foi cumprido».
«Nós estivemos sempre dispostos a haver um acordo», assegura Pedro Tavares, salientando que a empresa não poderia aceitar fazer a escritura porque havia cláusulas do contrato-promessa que não tinham sido cumpridas.
«Numa das reuniões [entre Setembro e Outubro] com o executivo – apenas faltou o vice-presidente Sérgio Costa -, foi-nos oferecido 600 mil euros pela compra do terreno, não a título de indemnização», contou Pedro Tavares, adiantando que nesse encontro pediu ao Município «um milhão de euros» mas que acabaram «a reunião com um aperto de mão nos 800 mil euros», verba que teria de ser entregue à Segurança Social para pagamento da hipoteca do terreno da empresa, que depois passaria para a posse da autarquia. Embora lamente estes últimos acontecimentos, o empresário afirmou que continua disponível para haver negociações. Mais pormenores na próxima edição em papel do Jornal Terras da Beira.

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