Perto de 450 novos casos de cancro cutâneo na área da ULS da Guarda

O Serviço de Der-matologia da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda vai realizar uma vez mais o rastreio anual dos vários tipos de cancro de pele, no âmbito do Dia do Melanoma, que este ano se assinala a 17 de Maio, mas ao que tudo indica com algumas alterações.
«Provavelmente não podemos realizar tudo no mesmo dia [17] porque já temos muitos agendamentos feitos e um dos médicos do serviço não trabalha às quartas-feiras, mas vamos aceitar inscrições e depois vamos combinar horas para fazermos de maneira a não interferir com o normal funcionamento do serviço», justifica a dermatologista Fátima Cabral.
A confirmar-se a ten-dência dos últimos anos, a «maior parte das pessoas que recorrem a este rastreio não são aquelas que nós desejaríamos que fossem, são pessoas que estão ou aposentadas ou desem-pregadas e não as com maior risco para terem tumores cutâneos». No entanto, «com a divulgação e com o trabalho que é feito pela comunicação social, durante essa semana quer os próprios utentes quer os médicos de família ou outros médicos, ficam mais alertados e habitualmente depois nos meses a seguir temos uma maior re-ferenciação de doentes por esse motivo».
No âmbito deste rastreio anual, dirigido em particular a pessoas de risco, «não temos diagnosticado muitos tu-mores. Houve umas pré-neoplásicas. Tumores em si é bastante mais raro», revela Fátima Cabral. Entre os diagnosticados, os mais comuns são o «carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular» e, «feliz-mente, muito mais raro o melanoma maligno [o tipo menos frequente de cancro da pele, mas também o mais perigoso]».
Nos últimos anos, afirma a dermatologista tem-se registado «um maior aumento de número absoluto de tumores, também porque as pessoas vivem mais anos e também porque se expõem, quer profissionalmente quer em actividades de lazer, muito mais ao sol e sem res-peitarem o horário solar». Por outro lado, «cada vez diagnosticamos tumores de menores dimensões, menos espes-sos. Em conclusão, com muito maior pro-babilidade de cura clínica. Digamos que a grande maioria dos tumores por nós dia-gnosticados são curados com métodos de tratamento simples». «Infelizmente às vezes temos tumores inoperáveis e outros que acabam por disseminar e even-tualmente poder levar à morte», lamenta Fátima Cabral.
Fora do rastreio anual, o Serviço de Dermatologia do hospital Sousa Martins, na Guarda, diagnosticou nas «6 mil consultas» realizadas no ano passado cerca de «350 novos casos». «No mais frequente, o carcinoma basocelular, tivemos um número superior a 250. Em relação ao carcinoma espinocelular, acima de 80, e do melanoma 12 casos, tendo-se registado no ano passado uma redução quase a 50 por cento. Tivemos outros tumores raros da pele, em pessoas bastante idosas, mas estes são os três tumores mais frequentes», indica Fátima Cabral.
A estes números acres-centam-se os «perto de 100 novos casos» dia-gnosticados no hospital Nossa Senhora da Assunção, em Seia, dando um total de quase 450 novos casos de cancro cutâneo na área da ULS da Guarda.
GM

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