Pinhel quer instalar Biblioteca Municipal no centro histórico

A Câmara de Pinhel pretende recuperar um edifício no centro histórico para instalar a Biblioteca Municipal e aguarda «com expectativa» a aprovação da candidatura para avançar com o projecto, recentemente apresentado ao Secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Jorge Botelho, pelo presidente da autarquia. «A sensibilidade do senhor secretário de Estado foi grande», revelou em Agosto ao TB Rui Ventura, adiantando que aproveitou a reunião com o governante para apresentar «os argumentos que o levam a querer uma nova casa para a Biblioteca, instalada há vários anos no primeiro andar do Mercado Municipal, o que implica naturalmente algumas dificuldades em termos de acessibilidades».

A Câmara de Pinhel «fez uma candidatura a um contrato-programa relativamente à Biblioteca Municipal, que está situada no segundo piso, com grande dificuldade de acesso de mobilidade das pessoas, do Mercado Municipal, nem sequer é o local adequado para uma biblioteca». A ideia é instalar aquele equipamento num edifício na Rua Silva Gouveia, junto à Porta de Santiago, uma das cinco portas da muralha de Pinhel, e em estado de degradação, «chamada a Casa dos Bandarras, o nome da família que era proprietária dessa casa», adquirido há cerca de «ano e meio» pela autarquia e que será recuperado.

Concebido pelos Serviços Técnicos da autarquia, o projecto teve como pressuposto «o respeito pelas características da pré-existência, inserindo materiais e formas contemporâneas onde estas não eram possíveis de recuperar. A nível construtivo e de escolha de materiais, também houve o cuidado de integrar esta intervenção nas demais que têm sido feitas no Centro Histórico de Pinhel, nomeadamente o Posto de Turismo, o Auditório Exterior e o Caminho de Ronda, tornando-o num todo homogéneo», explicou o Município.

A candidatura está feita e a Câmara de Pinhel aguarda «com expectativa a possibilidade de financiamento, até porque esta obra tem um custo de cerca de 400 mil euros, estamos a falar da biblioteca mas também do seu arquivo histórico, que é de facto um dos mais antigos, e depois há uma sala específica para aquilo que são livros históricos de Pinhel com grande valor que depois as pessoas podem consultar nessa biblioteca» adiantou Rui Ventura.

Caso a candidatura não seja aprovada, «vamos ter que avaliar aquilo que é a nossa prioridade dentro dos projectos que temos com o orçamento próprio», mas o autarca garante que «é sem dúvida para avançar». «Se não fosse para avançar nem sequer adquiríamos a casa nem faríamos o projecto», justifica, reiterando que «aguardamos com a expectativa que a candidatura seja aprovada, se ela não for aprovada vamos ter que reavaliar dentro daquilo que são os vários projectos que a Câmara tem em mãos para avançar com orçamento próprio».

A Biblioteca Municipal de Pinhel, descreve a autarquia, «integrada na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, com candidatura aprovada em 2004», é uma infra-estrutura cultural «imprescindível a um desenvolvimento integrado, onde a informação, a cultura e o lazer contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes. Para isso, dispõe de diversos espaços funcionais capazes de servir os diferentes públicos».

Foi criada em «1937, fruto da paixão e dedicação de um homem da terra, Luís Augusto das Neves. Conheceu a sua primeira morada na “Casa Simões Ferreira”, junto à Fonte do Bispo. Mais tarde, foi transferida para o edifício do antigo Convento de Santa Clara, onde permaneceu até 1973. Nesta altura, mudou novamente de instalações, passando a funcionar no edifício da Câmara Municipal de Pinhel, até ao ano de 1999. Actualmente, encontra-se no piso superior do edifício do Mercado Municipal».

«Além do espólio doado pelo serviço de Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian, aquando da sua extinção, em 2000, possui obras provenientes da oferta de particulares e, também, de aquisições efectuadas pelo Município», concretiza o autarquia na sua página electrónica, concluíndo que, «ao todo, este serviço dispõe de 11.200 livros, pesquisáveis informaticamente, catalogados e arrumados em livre acesso».

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