Plataforma da A23 e A25 demonstra regozijo pela redução de 50% nas portagens

A Plataforma P’la Reposição das SCUT A23 e A25 recebeu com regozijo a redução de 50% nas portagens a partir de 1 de Julho, mas continua a defender a sua abolição, disse hoje um dos membros. «A primeira reacção tem que ser, naturalmente, de regozijo, porque efectivamente é a concretização de uma deliberação da Assembleia da República, depois de terem sido levantadas tantas dúvidas, se havia constitucionalidade, se não havia constitucionalidade, quem é que tinha a competência para encontrar as verbas para acomodar esta redução, etc.», disse à agência Lusa Luís Garra, um dos elementos que integra a Plataforma.

O Governo aprovou, na Quinta-feira, a redução de 50% nas portagens das antigas SCUT a partir de 1 de Julho, tal como tinha sido definido pela Assembleia da República aquando da aprovação do Orçamento do Estado para 2021. A medida institui a redução de 50% do valor das taxas de portagens em cada passagem nos lanços e sublanços das antigas Estradas Sem Custo para o Utilizador (SCUT), nomeadamente as A22-Algarve (Via do Infante), A23 – IP, A23 – Beira Interior, A24 – Interior Norte, A25 – Beiras Litoral e Alta, A28 – Norte Litoral, Concessões do Grande Porto (A41, A42) e da Costa da Prata.

Para Luís Garra, da Plataforma P’la Reposição das SCUT A23 e A25, é «muito importante que o Governo tenha aprovado a Portaria», mas «uma reacção mais consolidada» só depois de ser conhecido o pormenor do seu conteúdo, uma vez que soube da decisão pelos órgãos de comunicação social. «Entendemos que este é o caminho certo. O que é lamentável é que não tenha sido o Governo a incluir esta medida de redução logo na sua proposta de Orçamento», disse.

A plataforma irá analisar o assunto numa reunião marcada para Segunda-feira, pois o seu objectivo é a abolição das portagens e a reposição das SCUT. A reunião estava marcada para que os seus membros fizessem um ponto de situação do assunto e também perspectivar «o trabalho que agora é necessário fazer para a discussão do próximo Orçamento do Estado», adiantou Luís Garra.

«A nossa proposta assenta na abolição e isenção [das portagens] para os residentes e a continuação da redução com mais 25%, de forma a que, em 2023, se atinja o objectivo da abolição completa. Agora, é preciso ver como é que vamos trabalhar para atingirmos este novo objectivo, este novo patamar da nossa intervenção», concluiu.

A Plataforma P’la Reposição das Scut nas autoestradas A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda. Além destas, há ainda outras entidades que estão presentes no Conselho Geral, que é um órgão consultivo.

A A23, também identificada por Auto-estrada da Beira Interior, liga Guarda a Torres Novas (A1). A A25 (Auto-estrada Beiras Litoral e Alta) assegura a ligação entre Aveiro e a fronteira de Vilar Formoso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

O website do Terras da Beira utiliza cookies para melhorar e personalizar a sua experiência de navegação. Ao continuar a navegar está a consentir a utilização de cookies Mais informação

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close