Politécnico da Guarda foi mais procurado este ano pelos caloiros

O Instituto Politécnico da Guarda preencheu mais de 56 por cento das vagas na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. Registou uma maior procura relativamente ao ano passado, apesar de continuar a figurar na lista de cursos que não colo-caram qualquer candidato. Dos politécnicos do eixo Bragança – Portalegre, é o que tem melhor taxa de ocupação.
O Instituto Politécnico da Guarda preencheu na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 384 vagas das 680 que tinha disponíveis. Significa que conseguiu uma taxa de ocupação de 56,47 por cento e que registou um aumento da procura relativamente ao ano passado. Houve mais 67 candidatos ao Ensino Superior colocados na instituição da Guarda. É o melhor resultado desde 2014.
Com este resultado, o Politécnico da Guarda é o que regista maior taxa de ocupação entre os politécnicos do interior, no eixo entre Bragança e Portalegre. O Politécnico de Bragança tem uma taxa de ocupação de 37 por cento; Castelo Branco regista 55 por cento e Portalegre chegou aos 45 por cento. Sobram pelo menos 298 lugares para a segunda fase de acesso ao ensino superior, porque certamente haverá algumas desistências entre os candidatos colocados. Se a matrícula não for formalizada durante esta semana, os lugares revertem para a segunda fase.
As licenciaturas da Escola Superior de Tecnologia e Gestão são as que têm mais vagas por preencher. O curso de Engenharia Informática, que tinha este ano mais 4 vagas do que no ano passado, ocupou 17 lugares dos 44 disponíveis. Recorde-se que este aumento foi uma decisão do IPG para ir de encontro às recomendações do ministro do Ensino Superior que pediu às instituições para apostarem nos cursos daquela área.
Dois cursos sem candidatos
Apesar do bom resultado, o Politécnico da Guarda continua a figurar na lista dos cursos que não colocam qualquer candidato. A licenciatura de Engenharia Topográfica mantém-se desinteres-sante para os candidatos ao Ensino Superior. A sua manutenção tem sido uma excepção nos últimos anos por ser a única formação do género em Portugal. Mas o interesse parece muito reduzido. Já Engenharia Civil
As licenciaturas Animação Sócio-Cultural, Energia e Ambiente, Educação Básica, Design de Equipamento e Restauração e Catering também tiveram pouca procura. Ficaram abaixo dos 10 alunos.
Como habitualmente, a licenciatura em Enfermagem, da Escola Superior de Saúde, ficou cheia logo na primeira fase do concurso. Foram inclusivé colocados mais dois alunos para além das 70 vagas, provavelmente por uma questão de empate. O pleno foi repetido também no curso de Gestão, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Um feito que não é habitual, mas houve candidatos para as 40 vagas. As notas de entrada mais elevadas pertencem ao curso de Gestão, tendo o último colocado uma média de 122,0 valores. Já a mais baixa pertence ao último colocado em Desporto, com 95,7 valores. Entraram alunos com médias abaixo dos 100 valores nas licenciaturas de Educação Básica (96,0); Turismo e Lazer (98,0) e Gestão Hoteleira (97,0 valores).
A Universidade da Beira Interior também registou uma subida na procura.
Colocou1.186 novos alunos, o que representa uma taxa de ocupação de 95,3 por cento das 1.245 vagas abertas em 29 cursos. Para a segunda fase há, para já, 78 vagas em sete licenciaturas. Houve 22 cursos que ficaram cheios. A nota de Medicina continua a ser mais elevada, tendo os 140 estudantes colocados tido notas de candidatura superiores a 176,7 valores. Seguem-se Engenharia Aeronáutica, com 167,5 valores, e Ciência Política e Relações Internacionais com 149,6 valores.

Alunos continuam a preferir as universidades
Foram colocados quase 45 mil alunos e para 49 por cento no curso da sua preferência. De acordo com os dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), 44.914 alunos conseguiram colocação nas universidades e politécnicos públicos, o que representa um aumento de cerca de 5 por cento face a 2016 e o número mais elevado desde 2010.”Quase metade dos colocados entrou na primeira opção, ligeiramente abaixo dos 51 por cento que o conseguiram em 2016. Este ano o concurso nacional de acesso (CNA) registou um acréscimo de candidatos, que, pela primeira vez desde 2009, superou o número de vagas a concurso, o que pode dificultar a entrada no curso preferencial, sobretudo naqueles que registam habitualmente maior procura.
Os politécnicos são os que registam um maior aumento nas colocações: uma subida anual de 8,4 por cento, num total de 17.266 alunos colocados. Nas universidades o aumento de alunos é de 2,3 por cento face a 2016. A Direção Geral do Ensino Superior destaca ainda que «o número de estudantes candidatos em 1ª opção no ensino politécnico cresceu 16 por cento, enquanto no ensino universitário cresceu 2% por cento». Para o presidente do Conselho Coorde-nador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Nuno Mangas, «tratam-se de ótimos resultados. O número de colocados cresce pelo quarto ano consecutivo, constatando-se um aumento generalizado de alunos colocados nos politécnicos e, em especial, nas instituições localizadas nas regiões de menor densidade demográfica», que mostra «a importância e o papel» destas instituições «no desenvol-vimento destes territórios».
Dos 44 cursos que ficaram vazios por falta de candidatos, só quatro eram licenciaturas ministradas em universidades. O resto é dos politécnicos.

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