Politécnicos com cursos de turismo criam parceria para tornar sector mais competitivo

Dezasseis institutos politécnicos do país criaram Segunda-feira em Peniche a Rede de Instituições Públicas do Ensino Politécnico com cursos de Turismo para aproximar as necessidades deste sector da economia da oferta formativa nesta área. «É um dia histórico para os politécnicos e prova que não há desafios impossíveis», afirmou a secretária de Estado da Ciência e Ensino Superior, Fernanda Rolo, sublinhando que a «aproximação entre a investigação e o turismo é uma inevitabilidade e é necessário antecipar necessidades». «Esta rede é um primeiro passo muito sério para politécnicos e Turismo de Portugal começarem a trabalhar em conjunto para identificar necessidades e quebrar muros que ainda os dividem e pô-los a dialogar», disse por seu turno a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.
A rede tem com objectivo harmonizar a oferta formativas destes 16 politécnicos do país, no sentido de adequarem a oferta formativa e os respectivos planos curriculares às necessidades do sector, reforçarem o ensino das línguas e das tecnologias de informação nestes cursos, aprofundarem a investigação nesta área e promoverem conteúdos relativos à valorização do património e ao turismo sustentável. «O turismo é um sector muito relevante para a nossa economia e a rede tem uma enorme responsabilidade na qualificação de quadros e quer dinamizar a área do turismo através de uma articulação entre politécnicos, dando assim um passo decisivo para o desenvolvimento do país», declarou Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.
Uma vez que dos 45 cursos em turismo, 40 são dados pelos politécnicos, estes institutos reconhecem que existe por um lado escassez de mão-de-obra e, por outro lado, falta de qualificação dos trabalhadores sobretudo na hotelaria e restauração, motivo pelo qual querem ir ao encontro das necessidades.
O turismo representa 15% das exportações, sendo a principal actividade expor-tadora, 6,3% do Produto Interno Bruto, 6% dos empregos directos existentes no país e regista um crescimento de 8% ao ano, segundo dados divulgados durante o encontro. Este ano, 45 novos trabalhadores entraram para o sector.
Contudo, «ainda há muito a fazer», alertou a secretária de Estado do Turismo, apontando problemas na falta de notoriedade do destino, na estruturação do produto turístico, na falta de informação sobre os destinos e no défice de recursos humanos. «Sinto falta de diálogo entre o que a procura pede e o que a oferta sente», enfatizou, dando como exemplos a fraca participação das instituições de ensino superior na definição da estratégia Turismo 2017.
A secretaria de Estado da Ciência e Ensino Superior defendeu que, pela primeira vez, o Turismo de Portugal e a respectiva secretaria de Estado estão a pedir a colaboração do ensino superior, o que não acontecia no passado.

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