Pousada da Juventude da Guarda vai reforçar o alojamento estudantil

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A Pousada de Juventude da Guarda vai reforçar a oferta de camas para os estudante do Instituto Politécnico local. Como o TB noticiou na semana passada, as residências estudantis da Guarda vão manter 394 camas, a mesma oferta do último ano lectivo, o que significa que não haverá qualquer impacto das medidas devido à covid-19. Numa nota enviada Sexta-feira à noite à comunicação social pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), informa que essa oferta vai ser agora reforçada com as 46 camas da Pousada de Juventude.

No comunicado, o Governo nega que, a nível nacional, apenas estejam disponíveis 300 camas para estudantes ao abrigo do plano para o Alojamento, contrapondo com 780 disponíveis, mas admitiu constrangimentos em alcançar as 2.500 camas previstas até ao final do ano lectivo.

O jornal Público avançou ontem que das 2.500 camas prometidas para este ano lectivo ao abrigo do Plano Nacional do Alojamento para o Ensino Superior (PNAES) apenas cerca de 300 estão disponíveis, o que o MCTES contrariou, em comunicado divulgado ao início da noite, referindo que existem já «780 camas intervencionadas» ao abrigo desse plano, em várias zonas do país, como Lisboa, Porto, Açores ou Évora.

O MCTES reiterou os números que apontam para um reforço da oferta no alojamento disponível em relação ao ano anterior em 16%, com estimativas de 18.455 camas disponíveis, um reforço de 2.400 camas face a 2019-2020 e que já tem em conta a supressão de 2.218 lugares em residências decorrentes da pandemia, compensadas com protocolos com autarquias, setor turístico e instituições privadas e sociais para garantir a oferta a preços regulados.

No entanto, admite que as estimativas para disponibilidade total de camas em residências pode estar comprometida devido a «constrangimentos decorrentes da actual situação de pandemia», a qual obrigou «a efectuar vários ajustes processuais», para além de alterações ao regulamento da Fundiestamo, o fundo público responsável pela execução das obras, entre as quais 15 residências que deviam disponibilizar 971 camas até ao final de 2020.

«Assim, no início do próximo mês de Outubro, será apresentado o ponto da situação do PNAES, com os novos prazos e recalendarização de obras em curso», adianta o MCTES. «Apesar dos constrangimentos acima descritos, no ano lectivo de 2020-2021 é possível contar com um reforço considerável de oferta de alojamento, sendo de salientar os protocolos que foram esta semana assinados com as associações representantes do setor turístico, com mais 4.500 camas disponibilizadas para alojamento de estudantes a preços regulados», acrescenta o MCTES, ainda que estas 4.500 camas se encontrem entre os valores estimados que o ministério diz estarem sujeitos a revisão em Outubro.

Das quase 2.500 camas com conclusão e disponibilidade inicialmente previstas até final de 2020, apenas 780 se encontram já disponíveis e os dados da tutela indicam que até ao final do ano lectivo (fim do primeiro semestre de 2021) apenas fiquem disponíveis mais 249, em duas residências em Évora e uma no Porto.

O PNAES pretende aumentar a oferta de camas para estudantes universitários a preços regulados para 30 mil até 2030.

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