PR de Cabo Verde defende mais trabalho para que relacionamento com Portugal seja um exemplo

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, considerou Sexta-feira que «dificilmente» haverá um país que tenha tantas afinidades com Portugal como Cabo Verde, mas defende mais trabalho para que seja «um exemplo». «E, portanto, se isso é assim, e se isso é verdade, se o discurso que nós fazemos é esse, no concreto eu creio que devemos todos trabalhar, e nesse caso eu como Presidente de Cabo Verde, e o professor Rebelo de Sousa como Presidente de Portugal, os Governos, os deputados, os autarcas, trabalharmos para que o relacionamento entre os dois países, os dois povos, seja de facto exemplar, que seja um exemplo, que seja extraordinário, que não seja apenas a regra, que seja uma excepção», afirmou.
Jorge Carlos Fonseca falava na Guarda, na sessão solene de recepção oficial realizada nos Paços do Concelho, no âmbito do VII Encontro de Estudantes Maienses em Portugal, que decorreu entre Sexta-feira e Domingo, com o tema “O Futuro da Ilha do Maio – Perspectivas”.
Na sua intervenção, o Presidente da República de Cabo Verde disse que «essa excepção» no relacionamento entre os dois países «deve valer para todos os domínios, nomeadamente no domínio do relacionamento entre os povos, entre os empresários, entre os estudantes, os universitários, os jornalistas, os desportistas». Afirmou ainda que o poder autárquico dos dois países tem feito “um trabalho notável», através de geminações e de acções de cooperação, e «é uma área em que a cooperação e a amizade pode ainda aprofundar-se muito mais e fazer-se muita coisa».
O presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, disse ao Presidente da República de Cabo Verde que levasse da visita à cidade mais alta do país «apenas e só» a palavra «cooperação». «Nós temos a consciência de que cooperando mais, envolvendo mais, as instituições, as pessoas, os órgãos de soberania, tenho a certeza que ganhamos não apenas escala, ganhamos não apenas dimensão, ganhamos não apenas convicção, mas ganhamos também algo de socialmente justo, mesmo que por vezes não seja economicamente rentável», declarou.
Na mesma sessão, o município da Guarda celebrou um protocolo de cooperação com a Associação Maiense em Portugal, para o desenvolvimento de projectos na área da educação, cultura, desporto e solidariedade social. Segundo o presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), Constantino Rei, naquele estabelecimento de ensino estudam «mais de 50 estudantes cabo-verdianos nos diversos ciclos de estudo».
Constantino Rei aproveitou a oportunidade para apelar às entidades responsáveis que revejam «os critérios para a atribuição de vistos a estudantes» de Cabo Verde em Portugal. «Sentimos muitas dificuldades e muitas queixas», justificou o presidente do IPG.

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