Presidente da Câmara da Guarda convicto de que a sede da Associação Comercial passará para a posse do município

O Município da Guarda foi o único interessado na compra da sede da Associação Comercial da Guarda (ACG), tendo apresentado uma proposta no valor de 300 mil euros, quando o património estava avaliado em 491 mil euros. A informação foi prestada esta tarde pelo presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, no decorrer da reunião da Assembleia Municipal, tendo adiantado que a proposta do município será submetida à aprovação da assembleia de credores da ACG. O autarca disse ainda que «o mais certo» é o edifício passar para as mãos da Câmara.

Recorde-se que Carlos Chaves Monteiro já tinha referido por diversas vezes que o Município estava interessado em adquirir o imóvel que já serviu de Escola Industrial e Comercial.

Como o TB publicou em anteriores edições, a venda da sede da ACG, a regularização da totalidade da dívida através de um plano de 150 prestações mensais e o «perdão de 100% de capital e juros vencidos» dos créditos reclamados por Miguel Alves, presidente demissionário da associação, e por Vítor Nunes, eram as principais medidas que constavam do plano de recuperação. Só que, este plano viria a ser chumbado pela assembleia de credores, tendo o Tribunal da Guarda declarado, em Fevereiro deste ano, a insolvência da ACG.

A ACG, com 113 anos de existência e cerca de 2.700 associados, foi declarada inicialmente insolvente no dia 26 de Junho do ano passado, por não conseguir face à dívida, estimada em mais de 1,3 milhões de euros, tendo, nessa altura, sido apresentado um requerimento para avançar com um Processo Especial de Revitalização (PER). Miguel Alves, presidente da direcção, e António Monteirinho, vogal, ambos demissionários, foram nomeados pelo Tribunal da Guarda administradores da requerida.

O “Plano de Recuperação”, elaborado pela ACG, que é, por despacho do Tribunal Judicial da Guarda, quem assegura a administração da massa insolvente, deu entrada em meados de Setembro do ano passado no Tribunal. No documento é referido que a ACG deve 1.209.445,94 euros (incluindo juros) aos credores, sendo que a maior fatia corresponde aos fornecedores (mais de 688 mil euros), seguindo-se a administração fiscal (cerca de 177 mil euros). Como principal fonte de receita para tentar ultrpassar a crise financeira era apontada a venda da sede da ACG. Só que o plano viria a ser chumbado pela assembleia de credores.

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