Presidente da Câmara da Guarda espera que Governo cumpra promessas eleitorais

O presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, disse hoje esperar que o Governo cumpra as «promessas recentes» relacionadas com obras e com a instalação de novos serviços na cidade. «É para nós muito importante que estas promessas se cumpram, que se façam corresponder a actos e acções, com impacto directo na valorização do território», disse hoje o autarca social-democrata.
Carlos Chaves Monteiro referiu-se ao assunto no discurso que proferiu na sessão solene comemorativa do Dia da Cidade, que foi presidida pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. «As promessas recentes, em período eleitoral por parte dos membros do actual Governo, nomeadamente da 2.ª fase das obras do Hospital [Sousa Martins], do Centro de Educação e Prevenção Rodoviária, do Arquivo do Registo Automóvel, da instalação do Comando Nacional de Emergência Protecção e Socorro da GNR, não esquecendo a anunciada instalação da Secretaria de Estado da Acção Social, demonstra, no plano das intenções, um processo de desconcentração de competências de serviços da Administração Central determinantes para contrariar os flagelos que acabei de referir e, ao mesmo tempo, promover o seu combate, valorizar a centralidade, a capacidade e desenvolvimento desta capital de distrito», declarou. O autarca disse estar certo de que os compromissos «que o Governo português assumiu de forma peremptória e afirmativa com a cidade da Guarda possam ser concretizados no mais breve espaço de tempo».
Na sua intervenção, lembrou ainda que, actualmente, «o envelhecimento da população indicia a necessidade de melhores cuidados de saúde, exige um olhar atento por parte das entidades governamentais e um maior investimento na saúde e na qualidade dos seus serviços”.
«O despovoamento exige políticas concretas e efectivas que contrariem essa tendência. Sabemos que este problema não é específico do Interior, mas aqui tem maior expressão e é aqui que precisa de ser combatido, pois seremos os mais afectados nas projecções mais pessimistas de que, em 2050, a população do país será de 7,5 milhões de habitantes», apontou.
Acrescentou que a saúde e a prestação dos seus cuidados representam «um importante sector de afirmação da cidade, que importa não só preservar, mas também aprofundar e valorizar em prol de uma qualificação cada vez mais efectiva dos serviços, dos recursos humanos e das valências médicas da Unidade Local de Saúde». «Por isso, não me canso de o referir, e referirei mesmo que a voz me doa, que é de toda a justiça que aqui possa ser criado o Centro Hospitalar Universitário, um eixo promotor de melhor qualidade da prestação de serviços de saúde, evolução do conhecimento científico e de investigação», disse o autarca.
Na mesma sessão, a autarquia da Guarda assinou o auto de consignação dos Passadiços do Mondego, considerada «uma obra estruturante para a valorização do território, numa lógica de desenvolvimento turístico, e que representa um investimento de cerca de três milhões de euros». No Dia da Cidade, a autarquia também atribuiu medalhas de mérito municipal a 10 personalidades, a uma instituição e a uma empresa do concelho, e medalhas de excelências e dedicação a 16 funcionários.

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