Presidente da Câmara de Fornos de Algodres: «Que esta cimeira reforce o maior ativo destas regiões, a Identidade Ibérica»*

A realização da Cimeira Ibérica no distrito da Guarda é um sinal claro dado pelo Primeiro Ministro António Costa do seu empenho para reverter a atual situação das regiões de fronteira em particular e do interior em geral.

Por regra as regiões de fronteira em toda a União Europeia são grandes espaços de desenvolvimento económico, social e cultural, zonas de forte criação de riqueza e elevada qualidade de vida e bem-estar das suas populações. Contudo, há uma exceção –a mais antiga e uma das maiores fronteiras terrestres da Europa, a Fronteira entre Portugal e Espanha.

Dois dos principais problemas que afetam as regiões transfronteiriças são por norma, o seu afastamento e isolamento relativamente aos centros de atividade económica e o afastamento político relativamente aos centros de poder de decisão. Analisando esta realidade recordo com particular entusiasmo a decisão corajosa do atual governo em criar o Ministério da Coesão Territorial, dando assim a resposta no plano político à necessidade de aproximar os centros de decisão destes territórios. Contudo, é urgente dar uma resposta igualmente corajosa e inequívoca à necessidade de desenvolvimento económico destas regiões. E é aí no que a esta última temática diz respeito que deposito muitas esperanças nesta Cimeira Ibérica.

Conhecendo-se a fronteira como sendo um espaço predominantemente rural (79% da sua área geográfica) e sabendo-se que 59,9% da população das regiões de fronteira habitam em municípios com menos de 10 mil habitantes, é para mim claro que todas as medidas, sobretudo as de fomento do desenvolvimento económico, que vierem a ser tomadas devem estar enquadradas nesta realidade, direcionadas sobretudo para os municípios de Portugal e Espanha que mais sentem esses constrangimentos no seu dia a dia e que mais dificuldade têm por si, em dar a resposta que as suas populações exigem e merecem.

Termino desejando que esta cimeira reforce o maior ativo destas regiões, a Identidade Ibérica, e seja um momento decisivo para que os Governos de Portugal e Espanha assumam um compromisso claro, com medidas concretas, capazes de devolver a esperança a todas estas populações.

Manuel Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres

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