Primeiro tratamento de Ana Carolina está garantido

A mãe de Ana Carolina diz ter «muita esperança» que a vida da sua filha, que sofre de paralisia cerebral bilateral, irá melhorar com os tratamentos que irá realizar numa clínica de Braga. A criança, de 9 anos, aluna na Escola de Santa Zita, na Guarda, foi avaliada no Centro de Estimulação Intensiva em Neurologia, no âmbito dos Programas de Reabilitação Neurológica, tendo sido recomendado a realização de dois ciclos de intervenção, de 6 em 6 meses, de forma intensiva e interdisciplinar.
O primeiro está previsto decorrer entre 31 de Julho e 29 de Setembro e terá um custo de 10.650 euros, que a família só conseguirá suportar graças às campanhas de angariação de fundos, uma organizada pela Câmara da Guarda, que angariou 1.300 euros, e outra do Agrupamento de Escolas Afonso Albuquerque da Guarda, que resultou em 3.035 euros, e, o restante, através de donativos de conhecidos e anónimos.
«Finalmente já conse-guimos o dinheiro para a primeira sessão de tratamentos», diz, agra-decida, a mãe, Susana Pires, que a vai acompanhar durante este ciclo. «No final de dois meses regressamos, uma vez que a Carolina tem que fazer uma pausa de meio ano, porque os tratamentos são muito intensivos, e depois durante esse meio ano temos que voltar a tentar conseguir o mesmo valor para a segunda fase de tratamentos», explica, apreensiva quanto ao futuro. «Apesar de nós pais estarmos os dois a trabalhar, infelizmente não temos possibilidade de conseguir esse dinheiro todo para a ajudar, e então teremos sempre que o conseguir através de donativos e criando mais eventos», confessa.
O valor de cada ciclo de tratamento era inicialmente mais baixo: «10 mil euros». «A clínica levava 5 mil euros por mês, só que quando liguei a marcar o ciclo da Carolina fui informada que o preço por ciclo aumentou e passou de 10 mil euros para 10.650 euros. É quanto custa cada fase de tratamentos», esclarece Susana Pires.
O mesmo valor, a manter-se, que terão que angariar para a segunda fase do tratamento. No entanto, os dois ciclos recomendados podem não ser suficientes. «Tudo depende da evolução dela», mas a mãe acredita que Ana Carolina vai melhorar e todos os esforços que sejam necessários serão feitos. «A clínica está mesmo segura e esperançosa que consegue melhorar muito a qualidade de vida, principalmente a nível motor, da Carolina, e é nesse sentido que a gente também está a lutar para conseguirmos com que isso aconteça, para torná-la mais independente», conclui.
A Ana Carolina sofre de Paralisia Cerebral Bilateral, patologia que a deixou «dependente dos pais e dos seus mais queridos que sempre acompanharam o seu crescimento lutando para lhe proporcionar uma melhor qualidade de vida». «Contrariando todas as avaliações clínicas, vivemos sempre em busca de alternativas positivas. Agora, finalmente obtivemos uma resposta nesse sentido. A clínica CHS – CEI– Cuidados Holísticos de Saúde – Centro de Estimulação Intensiva, sita em Braga, veio despertar todas as esperanças de que a patologia da Ana Carolina pode ser reversível a nível motor com tratamentos específicos para o efeito», escreveram os pais n’O Mundo de Carolina, página de facebook onde pode ser seguido todo o processo desta criança.
GM

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