Proposta para Rede Materna defende manutenção da maternidade da Guarda e um único serviço para a Covilhã e Castelo Branco

A proposta de Rede Nacio-nal de Referenciação Materna, da Criança e do Adolescente, em consulta pública até ao final do mês, defende a manutenção da maternidade da Guarda. É considerada uma das quatro excepções no país justificadas por razões geográficas e sociais. Os peritos defendem que entre a Covilhã e Castelo Branco deve existir um único serviço. Os princí-pios são válidos também para a pediatria.

Era das propostas mais aguardadas no processo de revisão das redes de referenciação hospitalar. A proposta de Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação Materna, da Criança e do Adolescente está em consulta pública até ao final do mês e tem boas notícias para a Guarda. O documento abrange as especialidades de Cardiologia Pediátrica, Cirurgia Pediátrica, Genética Médica, Ginecologia/Obstetrícia e Pediatria e as subespecialidades de Medicina Materno-Fetal, Cuidados Intensivos Pediátricos, Gastrenterologia Pediátrica, Nefrologia Pediátrica, Neonatologia, Neuropediatria e Oncologia Pediátrica e outras unidades diferenciadas pediátricas.
A ULS da Guarda surge classificada como hospital de Apoio Perinatal e manterá a Urgência Pediátrica. Os autores da proposta defendem a manutenção da maternidade da Guarda, sendo considerada uma das quatro excepções no país por registar menos de 1200 partos ao ano. «Admitem-se quatro excepções: Unidade Local de Saúde do Nordeste, Unidade Local de Saúde da Guarda, Centro Hospitalar Médio Tejo e Unidade Local de Saúde Alto Alentejo em que se justifica manter Hospitais de Apoio Perinatal por questões geográficas e sociais mesmo com um número previsível de partos inferior a 800». Nestes casos, refere a proposta, «é aceitável, transitoriamente e como única solução possível, a existência de um número total de médicos especialistas mínimo recomendado de 10, com horário diurno de dois especialistas e com uma escala de urgência no período noturno e fins de semana e feriados de um especialista em presença física e de um especialista em prevenção». E acrescenta que «sempre que o número anual de partos for inferior a 1.200 é mandatório que todos os profissionais de saúde com funções assistenciais no bloco de partos realizem pelo menos cada dois anos formação estruturada na área da perinatologia com recurso a simulação, organizada pela instituição e reconhecida pela respectiva ordem profissional, condição que caso não se verifique implicará a interrupção da actividade do serviço».

População justifica um único serviço para Covilhã e Castelo Branco
Em relação às restantes duas unidades de saúde da região, o documento defende a existência de um único hospital de Apoio Perinatal. «Para o Centro Hospitalar da Cova da Beira e a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, com um total de número de mulheres de 102.719, Censos 2011, e um número de nascimentos em 2013 de 961, deve existir um único Hospital de Apoio Perinatal com um número de médicos de 15/17», evidencia. Esta solução é defendida também pelos peritos para os serviços de Pediatria. «Considera-se que a população pediátrica do Centro Hospitalar da Cova da Beira e da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, em número de 27.933 deve ter acesso a um único serviço de pediatria, com 16 pediatras». O relatório indica 12.980 crianças com menos de 18 anos ao Centro Hospitalar da Cova da Beira e 14.953 à ULS de Castelo Branco.

Elisabete Gonçalves
elisagoncalves.terrasdabeira@gmpress.pt

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