PS acusa executivo da Câmara da Guarda de ser recordista nas despesas com pessoal e na cobrança de impostos

A bancada do PS na Assembleia Municipal da Guarda acusou o executivo de ter mais dedicação a realizar festas do que a tentar atrair investimentos que criem postos de trabalho. Os socialistas dizem que o município está a bater recordes ao nível da despesa com pessoal e cobrança de impostos e quiseram saber porque é que está um outdoor de promoção da Guarda em Coimbra e quanto é que isso custa ao município. O presidente da Câmara da Guarda lembrou que continua à espera da prometida auditoria e acusou os socialistas de terem tirado «a Guarda do radar».
Elisabete Gonçalves
elisagoncalves.terrasdabeira@gmpress.pt

As contas da autarquia voltaram a estar no centro da troca de acusações entre a bancada do PS e o presidente da Câmara Municipal da Guarda na última Assembleia Municipal. O deputado do PS, António Monteirinho, acusou o executivo de bater os recordes com as despesas com pessoal e na cobrança de impostos. Na análise às contas consolidadas do ano de 2015, o deputado do PS apontou que «esta Câmara tem aumentado as dívidas», destacando a dívida a terceiros e à banca. Em termos de impostos, António Monteirinho disse que está a ser cobrado mais do triplo do valor que era apurado no passado. O presidente da Câmara da Guarda refutou as acusações e lembrou que continua à espera da auditoria prometida pelo PS. «Nunca tiveram coragem de a fazer», acusou. O autarca disse que «quando estavam a arder», o PS escondeu que «iam pôr 30 pessoas na rua». «Nós quisemos manter. Vejam o número de pessoas quando cheguei e agora», desafiou Amaro. Em relação às contas, Amaro questionou porque é que o deputado do PS não havia de ser «intelectualmente sério» para reconhecer que a dívida a fornecedores em 2015 «é zero», quando no passado era 3,3 milhões. Amaro voltou a dizer que este executivo evitou a «bancarrota» do município.
Antes do período da Ordem do Dia, o deputado do PS já tinha questionado o executivo sobre a «dedicação à realização de eventos» em vez de se «dedicar à captação de investimentos» para o concelho, seguindo o exemplo de outros distritos onde está a ser gerado emprego. António Monteirinho deu o exemplo de investimentos que têm surgido em Viseu, Bragança, Évora, Fundão e Vila Velha de Rodão. «É neste trabalho que o executivo tem produzido pouco efeito. Já a realizar festas não haverá ninguém no país como o executivo do nosso concelho», criticou.
O presidente da Câmara argumentou que são coisas que «demoram» e lembrou as criticas que foram feitas quando o executivo decidiu realizar obras no pavilhão do Parque Municipal para que fosse instalada a Randstad que criou postos de trabalho. O autarca acrescentou ainda que quando este executivo chegou «era impossível trazer empresas» para a Plataforma Logística. «Vocês afastaram as empresas. Tiraram a Guarda do radar».
António Monteirinho questionou ainda o presidente da Câmara sobre a opção e custos para o município da colocação de um outdoor de promoção da Guarda em Coimbra. O socialista quis saber como é que tinha sido colocado naquela cidade e perguntou se o restante executivo estava a par dessa decisão. O autarca respondeu que o município acordou com a empresa proprietária dos outdoors que lhe permite utilizar aquela estrutura, garantindo que há também outdoors no Porto, Coimbra e Guimarães. «Só mete com Coimbra…», disse Amaro que começou a intervenção lembrando que sempre defendeu e vai continuar a defender a centralidade de Coimbra na região Centro.

Rejeitada moção que defendia retirada dos pórticos entre Guarda e Vilar Formoso
O CDS-PP, através do deputado Filipe Reis, apresentou uma moção na qual solicitava ao Governo a remoção dos pórticos de portagens existentes na autoestrada A25 (Aveiro/Vilar Formoso), no troço entre o nó de Pinhel e a fronteira de Vilar Formoso, mas foi rejeitada por maioria. O deputado do PS, António Moiteirinho, considerou a proposta «oportunista» lembrando que com o anterior governo o CDS-PP nunca apresentou nenhuma moção para abolir portagens onde quer que fosse.
A Assembleia aprovou ainda por unanimidade uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda para que se realizem obras nos parques infantis adaptando aqueles espaços a crianças com deficiência. O BE recomendou ainda à Câmara Municipal da Guarda que proponha à Autoridade Tributária «que deslocalize a actual repartição das finanças para o primeiro piso do Mercado Municipal» e o CDS-PP recomendou à autarquia que, a curto prazo, «avance com um projecto de criação de um Parque de Leilões de Gado no concelho», criando condições para que os produtores locais e de outros municípios possam realizar as suas transações.

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