PS colocou-se à disposição do presidente da Câmara da Guarda para conseguir o investimento da Tesla

Para além da aprovação do Orçamento para 2017, a Assembleia Municipal da Guarda voltou a discutir o futuro do Centro Educativo do Mondego, o investimento da Tesla Motors e a instalação do serviço de radioterapia em Viseu. A bancada do PSD pediu ainda uma compensação para as localidades ribeirinhas do Noéme afectadas durante anos pela poluição daquele rio, agora que a Câmara vai avançar com um projecto de despoluição.

 

bancada do PS na Assembleia Municipal da Guarda acusou o executivo liderado por Álvaro Amaro de apresentar para 2017 um orçamento «eleitoralista» que prevê «investimentos limitados no tempo» quando são necessários «investimentos prolongados no prazo». Na discussão do documento, o deputado socialista António Monteirinho criticou a estratégia da maioria PSD/CDS-PP, referindo que «não há uma aposta no social, como tem sido transmitido pelo senhor presidente da câmara». O deputado do PSD, Pedro Nobre, recordou os 102 milhões de euros do orçamento de 2009, quando a autarquia era liderada pelos socialistas, para comparar com os valores de 2017 «Este é que é um orçamento eleitoralista?», questionou.
O orçamento da Câmara da Guarda para 2017 é de 43,5 milhões de euros, incluindo os 6,6 milhões dos Serviços Municipalizados. O documento seria aprovado pela Assembleia Municipal com 50 votos a favor, seis abstenções (duas de eleitos da CDU e quatro do PS) e 14 votos contra (dois do BE e 12 da bancada do PS). O presidente da Câmara da Guarda considerou tratar-se de um orçamento que «espelha bem a opção estratégica para captar investimento e pessoas». Amaro disse ainda que o deputado António Monteirinho tem «motivos políticos para estar preocupado». «O senhor corou de vergonha quando recebeu o documento em casa. Analise os orçamentos anteriores. Respeito o seu embaraço», respondeu.
Álvaro Amaro refere no texto de apresentação do documento que é «um orçamento da responsa-bilidade política, do cumprimento ético da boa gestão dos fundos públicos, que reforça a confirmação de um trabalho de recuperação económico-financeira do Município da Guarda que volta, finalmente, a ter a notoriedade institucional face aos compromissos e obrigações perante as instituições, empresas e cidadãos». «Este é, por isso, um orçamento da reposição de credibilidade que consolida o trabalho notável que se fez em três anos. Mas que ambiciona continuar a investir nas opções fundamentais, nas várias áreas da governação pública, para uma Guarda mais forte, mais firme na sua capitalidade, mais competitiva, mais capaz, mais estimulante para as empresas e para as famílias», remata.
Naquela que foi a última Assembleia Municipal da Guarda do ano de 2016, os deputados aproveitaram o período antes da Ordem do Dia para falar sobre os 40 Anos do Poder Local, dos projectos apresentados pela autarquia no Dia da Cidade, da Tesla Motors, do Centro Educativo do Mondego e de saúde (ver texto na Pág. 3).
O deputado do PSD Tiago Gonçalves evidenciou a importância dos projectos ambientais apresentados no feriado municipal, como a construção dos passadiços do Mondego e a despoluição do Rio Noéme. Sobre este último assunto, o deputado deixou «avisos à navegação» lembrando que as populações «estão escaldadas» com as falsas promessas feitas no passado e que depois de serem eliminado os focos de poluição «vão ter que ser penalizados os infractores» caso os problemas subsistam. Tiago Gonçalves pediu ainda compensações para as populações das localidades ribeirinhas do Noéme que durante anos tiveram de viver de costas voltadas para o Rio. O deputado defendeu que as localidades devem ser compensadas com projectos de regeneração ambiental que incluam medidas que ajudem as populações a recuperar a ligação ao Rio. «Algo tem de ser feito para compensar estas populações», sublinhou.
A bancada do PS colocou-se «à disposição» do presidente da Câmara para colaborar na concretização dos projectos «estruturantes» como a ferrovia e para o município se posicionar na disputa pela fábrica Tesla Motors para a Guarda. «Não conte com o PS para actividades como a FIT, Cidade Natal, porque embora sejam projectos importantes não os assumimos como maiores motores de desenvolvimento», disse o deputado João Pedro Borges.
A deputada do CDS, Elsa Silva, voltou a falar do Centro Educativo do Mondego alertando para o facto da tutela poder vir a decidir o encerramento daquela instuitição para reabrir um outro centro que se encontra encerrado em Vila do Conde. A deputada municipal questionou se o governo já terá «metido na gaveta a coesão territorial» e se os deputados do PS na Assembleia da República «não são tidos nem achados» neste tipo de decisões. Elsa Silva sustentou que caso seja encerrado o Centro Educativo, o PS terá de «carregar um fardo pesado», lembrando os funcionários que ficarão sem posto de trabalho.

 

Elisabete Gonçalves
elisagoncalves.terrasdabeira@gmpress.pt

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