Quarteirão das Artes apresentado durante o primeiro trimestre

Câmara da Guarda irá apresentar «publicamente no primeiro trimestre deste ano», «para o sujeitarmos a um debate junto da população em geral mas naturalmente de todos quantos se preocupam com essas matérias», o Quarteirão das Artes.
«Como eu sempre disse, é um projecto que não é para uns meses nem para um ano, é um projecto para no mínimo um mandato inteiro, creio eu, e oxalá se consiga, mas para isso é que estamos a trabalhar. Por isso, no primeiro trimestre vamos fazer a apresentação pública do trabalho que tem vindo a ser realizado com cujo grupo eu tenho reunido e vamos cumprir naturalmente o nosso plano», garantiu esta Terça-feira o presidente da autarquia, Álvaro Amaro, à margem daquela que afirmou ser a sua última apresentação da programação do Teatro Municipal da Guarda (TMG).
«Vamos apresentar o ante-projecto, quer o seu conteúdo funcional quer as alterações arquitectónicas, naturalmente que lhe estarão subjacentes naquele espaço da cidade, e depois vamos debatê-lo, candidata-lo e concerteza executá-lo», concretizou.
Quanto ao modelo de gestão, Álvaro Amaro reafirma que não descarta a hipótese da criação de uma régie cooperativa, no entanto aponta uma outra possível solução. «Se isso [régie cooperativa] não for entendido como a melhor via, e quero com isso abrir o debate durante o ano 2017, no mínimo deve ser criado no âmbito do Teatro Municipal da Guarda aquilo que vulgarmente se chama um conselho de opinião, ou um conselho estratégico, naturalmente formado pelas instituições e que periodicamente, duas vezes por ano ou três vezes por ano, se possa reunir com a programação, com a equipe, com o Município e discutirmos pelo menos senão o caminho em absoluto do teatro pelo menos algumas partes desse caminho de modo a tornarmos mais ainda democratizado o uso e a prática cultural na Guarda», avançou.
Ressalva contudo que «isto nunca excluirá a nossa responsabilidade seja do seu financiamento, seja da sua gestão, seja naturalmente também da tal outra componente que consideramos absolutamente relevante de uma oferta cultural que também para além da envolvência da cidade e do concelho transporte para outros concelhos, para outras regiões, fruto da qualidade dos próprios espectáculos e dos públicos que procuramos cativar para a Guarda».
Álvaro Amaro garante que «não deixarei de continuar a estimular o quadro cultural e o mundo associativo da Guarda para cooperarem cada vez mais com o município em relação àquilo que de melhor se pode ter e se pode fazer no Teatro Municipal da Guarda». «Uma sociedade adormecida não faz renascer a cidade. Uma sociedade não pode adormecer, nós não podemos ser agentes passivos, senão vemos o tempo passar, vemos as coisas passarem e isto não é frase feita, é a realidade», considera.
Zambujo, Relavrar e Síntese em destaque
António Zambujo, Ciclo Relavrar e Ciclo de Música Contemporânea da Guarda são alguns dos destaques da programação do Teatro Municipal da Guarda (TMG) para os primeiros três meses de 2017, apresentada esta Terça-feira.
Para além da música, destaque para as peças “Operários da Utopia”, pelo Teatro das Beiras, “Força Humana”, pelo Teatro Nacional Dona Maria II, “Lições de Dança para pessoas duma certa idade”, por João Lagarto e “Ofício”, do Gambozinos e Peobardos – Teatro da Vela, e a exposição “Uma pequena esperança”, de Pedro Amaral.
No âmbito do Guarda Folia 2017, programa de Carnaval do Município da Guarda a apresentar brevemente, estão agendados para aquele equipamento cultural dois espectáculos: a peça de teatro “Noivo por acaso”, com Fernando Mendes, Carla Andrino, Jorge Mourato e Patrícia Tavares, e “Voz da Razão”, stand-up comedy com Luís Franco-Bastos.
Ao todo, o TMG vai acolher entre este e o mês de março 61 sessões, sendo 51 da programação do teatro e 11 organizadas por entidades externas. Para o Grande Auditório estão agendadas 11 actividades, o constitui «um recorde absoluto» na história daquele equipamento cultural, de acordo com o coordenador/programador, Victor Afonso, que revelou que 2016 foi «um bom ano» em termos de afluência de público, com um total de 22.514 espectadores, face aos 17.373 registados em 2015.

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