Quase 400 partaicipações de violência doméstica no distrito da Guarda

Em 2015 foram registadas pelas forças de segurança mais participações de violência doméstica no distrito da Guarda comparativamente ao ano anterior, colocando o distrito entre os que registaram maior magnitude das taxas de variação. Os dados constam do relatório anual da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

Gabriela Marujo
gabmarujo.terrasdabeira@gmpress.pt

m 2015 foram registadas pelas forças de segurança 394 participações de violência doméstica no distrito da Guarda, 311 pela GNR e 83 pela PSP, o que, ao contrário do verificado a nível nacional, correspondeu a um acréscimo em relação ao ano anterior: 357, 282 pela GNR e 75 pela PSP.
Foram registadas 24803 participações no Continente (92 por cento), 963 na Região Autónoma dos Açores (4 por cento) e 1049 na Região Autónoma da Madeira (4 por cento), correspondendo a uma taxa de variação face ao ano anterior de -1,7 por cento, -10,8 por cento e +3,8 por cento, respectivamente.
«Analisando a variação distrito a distrito, observam-se diversas oscilações, sendo as de maior magnitude as taxas de variação registadas em Portalegre (+26 por cento), Açores (-10,8 por cento), Guarda (10,4 por cento) e Beja (- 9,6 por cento)», destaca o relatório, ressalvando que «em todos os outros distritos do continente, as taxas de variação, positivas ou negativas, são inferiores a dez pontos percentuais».
Os distritos onde se registaram mais participações foram Lisboa (5903), Porto (4781), Setúbal (2284), Aveiro (1766) e Braga (1729). Nos distritos de Faro (3), Vila Real (2,9), Portalegre (2,9), Porto (2,7), Bragança (2,7), Setúbal (2,7), Guarda (2,6), Lisboa (2,6) e Coimbra (2,54) registaram-se taxas de incidência superiores à verificada em termos do continente (2,52) e no distrito de Beja (1,7), registou-se a taxa mais baixa (inferior a 2), lê-se no sumário executivo.
Quanto à caracterização das ocorrências, em 54 por cento dos casos a denúncia foi efectuada presencialmente, em 21 por cento foi realizada no âmbito de acções de policiamento de proximidade e em 19 por cento foi feita por telefone.
A intervenção policial ocorreu geralmente motivada por um pedido da vítima (77 por cento) e em 9 por cento dos casos foram familiares/vizinhos ou por denúncia anónima.
Em 36 por cento dos casos as ocorrências foram presenciadas por menores, proporção que tem vindo a diminuir ligeiramente face a anos anteriores (2012: 42 por cento; 2013: 39 por cento; 2014: 38 por cento).
Geralmente as situações tiveram como consequências para a vítima ferimentos ligeiros (42 por cento) ou ausência de lesões físicas (57,5 por cento); sendo no entanto de referir que em quase 1 por cento dos casos os ferimentos resultantes foram graves. Para a esmagadora maioria dos casos consta a indicação de que as vítimas não foram internadas no hospital nem tiveram baixa médica.
A violência física esteve presente em 68 por cento das situações, a psicológica em 82 por cento, a sexual em 3, a económica em 9 e a social em 15 por cento.
O relatório compara ainda as ocorrências de violência doméstica participada às forças de segurança no primeiro semestre de 2016 e período homólogo de 2015. No distrito da Guarda em 2016 registou-se um pequeno decréscimo em relação ao ano anterior, concreta e respectivamente 151, 115 pela GNR e 36 pela PSP, e 189, 145 pela GNR e 44 pela PSP, o que corresponde a uma taxa de variação total de -20,1 por cento.

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