Quase 80 artistas portugueses fazem um festival inédito “online”

Cerca de 80 artistas, como Ana Moura, Diogo Piçarra, António Zambujo e Branko, juntaram-se para um festival que começa na terça-feira, com actuações individuais transmitidas “online”, para «sensibilizar a população a ficar em casa». A iniciativa chama-se @FestivalEuFicoEmCasa e consiste na transmissão de concertos que músicos portugueses vão fazer durante meia hora, a partir das suas casas e a transmitir através da rede social Instagram.
O festival é um apelo para que as pessoas fiquem em casa, para evitar a propagação da doença Covid-19, mas também alerta para a «situação económica muito delicada» que vive o sector. «O cancelamento e adiamento de inúmeros concertos e espectáculos em todo o país resultou numa quebra de 100% na facturação de grande parte dos intervenientes do sector», lê-se no comunicado da organização.
O festival começa hoje às 17 horas com a actuação da cantora Bárbara Tinoco, e termina no Domingo, dia 22, com uma actuação, às 23:00, do músico Xinobi. Sempre entre as 17 horas e as 23h30 estão previstos concertos que atravessam diferentes géneros e estilos da música portuguesa, do hip-hop à electrónica, do fado ao rock, com artistas independentes ou ligados a editoras discográficas.
Entre os participantes estão Cristina Branco, Boss AC, Fausto Bordalo Dias, Pedro Abrunhosa, Capicua, Diogo Piçarra, David Fonseca, Ricardo Ribeiro, Samuel Úria, Chico da Tina, Noiserv, Fernando Daniel, Mafalda Veiga, Matias Damásio, DJ Ride, Cláudia Pascoal, Agir e Carolina Deslandes.
A eles juntam-se também o pianista Júlio Resende, o baterista Kalú, David Carreira, Luísa Sobral, Luís Severo, Rui Massena, Héber Marques, Ana Bacalhau e The Legendary Tigerman.
Portugal está em estado de alerta desde Sexta-feira, e o Governo colocou os meios de protecção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão. Entre as medidas para conter a pandemia, o Governo suspendeu as actividades lectivas presenciais em todas as escolas a partir de hoje, e impôs restrições em estabelecimentos comerciais e transportes, entre outras. As medidas levaram ainda ao cancelamento ou adiamento de concertos, fecho de museus, monumentos nacionais, galerias e salas de cinema.

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