Quase um milhão de euros para gastar nas autárquicas no distrito da Guarda

Mais de metade da despesa prevista para a campanha eleitoral nas autárquicas de 1 de Outubro no distrito da Guarda é da responsabilidade de cinco dos 14 con-celhos. No total são mais de 964 mil euros, sendo uma boa parte da fatia atribuída aos partidos, coligações e grupos de cidadãos concorrentes nos concelhos da Guarda, Celorico da Beira, Seia, Gouveia e Sabugal. De acordo com os orçamentos disponibilizados no site da Entidade das Contas e Financia-mentos Políticos, o PS é o partido que mais prevê gastar, ultrapas-sando os 422 mil euros, seguindo-se o PSD com mais de 208 mil euros.
É na capital do distrito que os partidos e coligações estimam gastar mais dinheiro na campanha elei-toral, quase 137 mil euros. Surpresa é a verba que está prevista para Celorico da Beira, são mais de 121 mil e 100 euros.

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Quase um milhão de euros é a verba total que as diversas forças partidárias, coligações e grupos de cidadãos que concorrem às eleições autárquicas de 1 de Outubro no distrito da Guarda prevêem gastar na campanha eleitoral. Propaganda impressa, comunicação, cartazes, brindes, comícios e espectáculos são as rubricas que absorvem a maior parte deste valor.
De acordo com os orçamentos disponibilizados no site da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), o PS é o partido que mais prevê gastar, ultrapassando os 422 mil euros, seguindo-se o PSD com mais de 208 mil euros. A CDU (Coligação Democrática Unitária que engloba o PCP e Os Verdes) prevê um gasto de 105 mil euros e o CDS (nas autarquias em que concorre sozinho) mais de 40 mil euros, não se sabendo o valor da comparticipação financeira nas coligações que fez com o PPM, PT (Partido da Terra) e “Nós Cidadãos!”.
O Bloco de Esquerda fica-se pelos cerca de 11 mil euros, uma vez que concorre apenas na Guarda. Com menos verba (2613 euros) surge o Livre, que se apresenta ao eleitorado de Vila Nova de Foz Côa.
Mais de 128 mil euros é o total da verba que os cinco grupos de cidadãos prevêem gastar na campanha, surgindo à frente a candidatura “Juntos Pela Nossa Terra” em Celorico da Beira, liderada por Júlio Santos (ex-autarca), que tem inscrita uma verba de 51 mil euros. Com pouco mais de 43 mil e 500 euros surge a candidatura do actual autarca de Aguiar da Beira, Joaquim Bonifácio, que conta com o apoio do PS, tal como aconteceu há quatro anos.
A nível nacional, os partidos prevêem gastar quase 35 milhões de euros na campanha para as autárquicas de Outubro, com o PS a apresentar o orçamento mais elevado, cerca de 15 milhões de euros, enquanto o PSD estima gastar cerca de nove milhões. O PCP, que concorre sempre coligado com o partido ecologista Os Verdes (a CDU), deve gastar cerca de 7,2 milhões de euros e o CDS-PP orçamentou cerca de um milhão de euros para as campanhas nos municípios onde se apresenta às urnas sozinho.
Esta contabilidade não inclui as candidaturas dos movimentos de cidadãos às freguesias, cujos valores ainda não foram publicados no site da ECFP.

Guarda, Celorico da Beira e Seia lideram “ranking” dos gastos
No distrito da Guarda, é na capital que os partidos e coligações estimam gastar mais dinheiro na campanha eleitoral, quase 137 mil euros. Surpresa é a verba que está prevista para Celorico da Beira, que surge em segundo lugar do “ranking” das despesas a nível do distrito. No total, são mais de 121 mil e 100 euros previstos serem gastas pelas diversas forças partidárias e os grupos de cidadãos. Seia aparece em terceiro lugar com pouco mais de 116 mil e 400 euros, seguindo-se Gouveia com cerca de 83 mil euros e Sabugal com aproximadamente 71 mil euros. Acima dos 50 mil euros estão ainda Meda, Aguiar da Beira, Vila Nova de Foz Côa e Pinhel. Fornos de Algodres é o concelho onde está previsto haver menos despesa, não chegando aos 35 mil euros.
Quanto à receita por partido, na Guarda uma parte da verba do PS é proveniente da subvenção estatal (30.267 euros), sendo completada por dinheiro do partido (15 mil euros) e de angariação de fundos (5mil euros). A maior parte da despesa dos socialistas vai para a realização de comícios e espectáculos (22.500 euros).
A verba para a candidatura do PSD (37.513 euros) provém da subvenção estatal, estando previsto que a despesa incida nas estruturas e telas (mais de 9.300 euros), brindes (cerca de 5 mil euros) e comícios (quase 6 mil euros).
A coligação “Guarda em Primeiro”prevê uma despesa de 23 mil euros, que é o valor da contribuição dos partidos (CDS/PT/PPM) que a integram. A despesa incide na propaganda impressa/digital e nos cartazes e telas, que totalizam 11.500 euros. Para brindes está destinada uma despesa de 3.450 euros.
Dos 15 mil euros previstos pela CDU, 9.500 euros vêm da subvenção estatal e o restante do partido e de angariação de fundos. Nesta coligação, os custos administrativos ficam com a maior fatia da despesa (4.200 euros), sendo o restante distribuído quase equitativamente pelos comícios, propaganda, brindes e ofertas.
Quase a totalidade da verba do BE também reside na subvenção estatal (cerca de 19.956 euros), tendo como despesas locais cerca de dois mil euros (propaganda, comícios e espectáculos) e despesas centrais imputadas de mais de 9 mil euros.

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