Que 2021 nos devolva os abraços e os afetos roubados em 2020

O ano de 2020 roubou-nos os abraços e os afetos. A pandemia causada pelo novo coronavírus mudou o mundo e cada um de nós. O nosso quotidiano nunca mais foi o mesmo. Somos permanentemente tolhidos pelo perigo da contaminação pelo vírus SARS-CoV-2 e os nossos hábitos, no geral, alteraram-se. No início, foi o desespero com o confinamento obrigatório que teve repercussões na sociedade em geral e em cada um de nós. A nível económico, lembro que alguns setores de atividade sofreram, e continuam a sofrer, graves consequências. Em 2020 vimos partir alguns amigos e conhecidos que não resistiram ao vírus. O ano passado também ficou marcado pela morte do ensaísta Eduardo Lourenço, natural de São Pedro do Rio Seco (Almeida), considerado um “gigante do pensamento português”.

E como se o vírus não bastasse para perturbar a vida em sociedade, surgiram muitas ‘fake news’ (notícias falsas). Por esse motivo, lembro que cada um deve procurar fontes de informação fidedignas para evitar o assimilar e a partilha de informação falsa. (A este propósito refira-se que a Lusa – Agência de Notícias de Portugal, logo no início da pandemia, passou a disponibilizar gratuitamente, na sua página na internet, as notícias relacionadas com a covid-19). Com a pandemia, os jornalistas também tiveram de se adaptar aos tempos. Sem deixarem de se deslocar ao terreno, sempre que necessário e possível, surgiu o teletrabalho e no léxico de qualquer profissional da comunicação social entraram termos como ‘webinar’ e ferramentas como Zoom, entre outras.

Neste início de ano sublinho, com satisfação, que a ciência mostrou (mais uma vez) a sua relevância para a humanidade, não só pelo trabalho intenso de todos os profissionais de saúde, como também pela produção da vacina contra a covid-19 num curto espaço de tempo. E, agora, que as vacinas começaram a ser ministradas, tenhamos fé no ano de 2021. Desejo que o Novo Ano traga de novo os abraços e os afetos roubados no anterior e nos permita voltar àquilo que éramos: felizes em sociedade! Também espero que o distanciamento/isolamento social imposto pela pandemia não deixe consequências no íntimo de cada um e que a normalidade volte a tomar conta dos nossos dias com a maior brevidade possível.

Para todos um BOM ANO!

António Sá Rodrigues – Jornalista

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